AC/DC visita estátua de Bon Scott na Austrália e presta homenagem ao primeiro frontman do grupo

A passagem do AC/DC pela Austrália ganhou contornos ainda mais emocionantes quando a banda decidiu antecipar sua ida ao cemitério de Fremantle, onde repousa o lendário vocalista Bon Scott. Determinados a prestar homenagem antes que obras viárias dificultassem o acesso à região, os músicos deixaram Perth dias antes dos compromissos da Power Up Tour. Dessa forma, enfrentaram longas horas de trânsito intenso para visitar a estátua dedicada ao antigo frontman.

O gesto simboliza não apenas respeito, mas a profunda ligação do grupo com sua própria história. Integrantes e equipe sabiam que, se demorassem mais, talvez perdessem a chance de retornar ao local por um bom tempo. E isso é devido ao caos nas estradas que conectam Fremantle a Perth. Assim, partiram com antecedência, sacrificando horas de descanso para garantir um momento de intimidade e memória com a figura que ajudou a moldar a identidade sonora do AC/DC.

Um tributo que ecoa durante a turnê australiana

A visita marcou as apresentações no Optus Stadium, onde milhares de fãs celebraram a atual fase da banda e o legado de Bon Scott. Sua presença permanece poderosa 44 anos após sua morte e os fãs ainda se lembram com muito carinho de sua era. A peregrinação diária de admiradores ao cemitério reforça como sua voz e atitude continuam vivas em cada riff tocado nos palcos australianos.

Durante sua passagem pelo grupo, entre 1974 e 1980, Bon Scott impulsionou o AC/DC para outro patamar com seu timbre rasgado e carisma rebelde. No período, ele gravou álbuns emblemáticos como “High Voltage”, “Let There Be Rock”, “Powerage” e o aclamado “Highway to Hell”, além de eternizar clássicos como “T.N.T.”, “Whole Lotta Rosie”, “Riff Raff” e a própria “Highway to Hell”. Sua contribuição definiu o estilo do grupo e ajudou a colocar o rock australiano no mapa mundial.

Agora, enquanto seguem rumo aos próximos compromissos da turnê, os integrantes carregam consigo não apenas a responsabilidade de manter vivo o nome do AC/DC, mas também a inspiração renovada após reencontrar o espaço onde a história de Bon Scott permanece preservada. A homenagem silenciosa em Fremantle reafirma que, para a banda e para seus fãs, o passado não é apenas lembrança: é combustível para o futuro.

Fabio Reis
Paulistano, nascido em 1981, fã de Rock e Heavy Metal desde criança. Idealizador, fundador e criador do Mundo Metal. Valoriza tanto os clássicos como as novas gerações. Assíduo frequentador de shows e se considera um organismo movido à música.
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