A música do Motörhead que explodiu a mente de Kirk Hammett

A música do Motörhead que explodiu a mente de Kirk Hammett
Photo: Scott Legato/Getty Images

Kirk Hammett contou que ficou completamente atordoado quando ouviu o Motörhead pela primeira vez e falou sobre como disse que aquilo “explodiu a cabeça dele” de um jeito absurdo. Além disso, ele abordou o estilo cru e feroz de Lemmy Kilmister que acabou moldando o som das bandas que surgiam na cena da Bay Area, em São Francisco.

Ser frontman não é tarefa simples. Não basta cantar bem ou tocar um instrumento, é preciso carregar a banda nas costas, transformar toda a energia do público em algo vivo, em espetáculo. No entanto, poucos conseguem isso com tanta naturalidade, mas Lemmy definitivamente era um deles.

Líder absoluto do Motörhead, Lemmy levou o grupo ao topo do Rock and Roll várias vezes, deixando uma marca que inspirou gerações inteiras de músicos. Em uma entrevista à revista Metal Hammer, Kirk contou que houve uma música Motörhead em especial que o deixou completamente fascinado assim que ele colocou um determinado disco para tocar:

“Lemmy era autêntico, até o fim. Quando vi a capa de Ace Of Spades pela primeira vez, eu simplesmente soube, cara. Eu já tinha ouvido Overkill [de 1979] antes e lembro de ter pensado: ‘isso é muito mais rápido que Scorpions ou UFO. Overkill, irado!’

Mas aí, uma semana depois, mais ou menos, eu vi a capa do Ace Of Spades e pensei: ‘OK, preciso comprar esse álbum’. Cheguei em casa e coloquei para tocar… Meu Deus! O Lemmy solta a voz e começa a cantar, minha mente explodiu.”

Em seguida, Kirk comentou que aquela música marcou profundamente ele e toda a turma da cena punk da Bay Area, em São Francisco. Lemmy era apaixonado por punk rock, e o Motörhead acabou servindo como uma ponte entre o punk e o metal. Nas palavras de Kirk Hammett:

“Eu e todos os meus amigos curtíamos punk rock, sabe? Bandas locais de hardcore de São Francisco; eu e meus amigos adorávamos. O timbre da voz do Lemmy era como se ele tivesse um pedal de distorção na garganta. E o som do baixo! Eu me sentia no meio da lama com aqueles caras. É tão sujo e agressivo, tão real!”

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