A difícil escolha que o Iron Maiden precisou fazer na aposentadoria de Nicko McBrain

O Iron Maiden é uma banda que na maior parte da sua história presou por manter um lineup sólido com algumas poucas mudanças realmente importantes. É verdade que nestes poucos momentos, tivemos algumas alterações realmente drásticas, como na troca de Paul Di’Anno por Bruce Dickinson e, mais tarde, na escolha de Blaze Bayley para assumir o posto de vocalista nos anos 90.

Ainda poderíamos mencionar as saídas de Clive Burr e Adrian Smith após as turnês dos álbuns “The Number Of The Beast” e “Seventh Son Of A Seventh Son”, que resultou nas entradas de Nicko McBrain e Janick Gers, músicos com características bem distintas. Mas se pararmos para pensar, desde o retorno da dupla Bruce/Adrian, o Maiden mantinha uma formação ajustada que já durava cerca de 25 anos.

E talvez por isso a aposentadoria do baterista Nicko McBrain tenha sido uma decisão tão difícil. Certamente, não apenas para Nicko, mas para o próprio Iron Maiden como um todo.

Em uma nova entrevista concedida a Howard Johnson, editor da revista Rock Candy, o boss Steve Harris comentou sobre este difícil momento. Foi desafiador ter que escolher continuar ou não sem a presença do baterista e Steve não escondeu isso:

“Para ser honesto, nós realmente não tivemos escolha e tivemos que fazer a mudança depois que Nicko enfrentou seus problemas de saúde [se referindo ao derrame que o baterista sofreu em 2023]. Foi o que foi, e tivemos que decidir se queríamos continuar ou não. Obviamente, tínhamos uma turnê marcada na época em que aconteceu, e todos nós queríamos prosseguir. Mas, no fim das contas, depois de superarmos tudo isso, foi decisão do Nick se afastar e todos nós respeitamos o fato de ele ter decidido fazer isso.”

Sobre se o Maiden pretende realizar algumas mudanças pontuais para conseguir se manter como uma banda realmente grande e relevante, Harris comentou:

“No geral, nós não fizemos quase nada. E, ainda assim, atualmente estamos vendo muitas pessoas mais jovens indo aos shows, o que significa que isso aconteceu de forma natural. Presumo que seja porque as pessoas passam seus gostos musicais para filhos e filhas — ou até para netos e netas! Temos sorte de conseguir atrair pessoas de todas as idades.”

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Paulistano, nascido em 1981, fã de Rock e Heavy Metal desde criança. Idealizador, fundador e criador do Mundo Metal. Valoriza tanto os clássicos como as novas gerações. Assíduo frequentador de shows e se considera um organismo movido à música.
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