Tim “Ripper” Owens afirma viver um dos melhores momentos da carreira: “Canto tão bem quanto, ou até melhor, do que nunca”

Durante uma nova entrevista ao canal brasileiro Heavy Talk, o vocalista Tim “Ripper” Owens falou sobre os desafios de preservar a voz ao longo dos anos. O ex-integrante do Judas Priest e atual frontman do KK’s Priest foi questionado se, com o avanço da idade, precisou adotar mais cuidados para continuar alcançando as notas agudas que marcaram sua carreira.
Em resposta, o cantor afirmou que acredita estar vivendo um dos melhores momentos de sua trajetória como vocalista.
“Ela ainda está aqui. Acho que canto tão bem quanto, ou até melhor, do que em qualquer outro momento da minha carreira. Sei que, há algum tempo, disse à imprensa que estava tendo dificuldades com a minha voz, e isso ganhou muita repercussão. Mas, quando digo que estou tendo dificuldades, isso provavelmente significa que estou a 75% para os meus padrões, e ainda assim isso talvez seja melhor do que muitas pessoas conseguem a 100%.”
“Eu me esforço muito. Todas as noites você simplesmente espera conseguir cantar. Mas minhas notas agudas têm saído muito bem. Só espero subir ao palco e conseguir cantar.”
Na sequência da entrevista, Owens explicou que a maior mudança em sua preparação para os shows foi a adoção de exercícios de aquecimento vocal. Algo que, certamente, nunca havia feito durante décadas de carreira.
“Hoje eu estava fazendo exercícios de aquecimento porque… Quando falei que minha voz estava enfrentando dificuldades, o que eu queria dizer é que agora realmente preciso aquecê-la antes dos shows.”
“Eu nunca fiz aquecimento vocal na minha vida. Nunca. Assim como Ronnie James Dio, que também nunca aquecia a voz. Eu também não fazia isso, mas comecei a perceber dificuldades quando subia ao palco sem aquecer. Foi exatamente isso que quis dizer naquela ocasião.”
“Hoje pensei: ‘Sabe de uma coisa? Não vou aquecer. Vou simplesmente subir ao palco e cantar’. E deu certo hoje. Vocês estavam assistindo, então isso dá um certo medo. Eu poderia ter cantado muito mal e vocês estariam ali filmando tudo, provavelmente.”
Uma trajetória marcada por grandes bandas do metal
Tim “Ripper” Owens ganhou projeção internacional em 1996, quando assumiu os vocais do Judas Priest após a saída de Rob Halford. À frente da banda, gravou os álbuns “Jugulator” (1997) e “Demolition” (2001), permanecendo no grupo até o retorno de Halford, em 2003.
Desde então, o cantor construiu uma carreira intensa, participando de projetos e bandas como Iced Earth, Yngwie Malmsteen’s Rising Force. Além de Beyond Fear, Charred Walls Of The Damned e The Three Tremors. Mais recentemente, Tim ainda integra o KK’s Priest, ao lado do ex-guitarrista do Judas Priest, K.K. Downing.
Mesmo após décadas interpretando algumas das músicas mais exigentes do Heavy Metal, Tim “Ripper” Owens demonstra confiança em sua capacidade vocal. Ao reconhecer que hoje precisa dedicar alguns minutos ao aquecimento antes dos shows, o cantor deixa claro que encara essa adaptação como uma evolução natural da carreira, sem acreditar que tenha perdido desempenho. Pelo contrário, ele sustenta que continua alcançando suas características notas agudas. E que além disso, considera que sua voz permanece em um nível igual — ou até superior — ao de qualquer outra fase de sua trajetória.