Para os que se decepcionaram com “Goliath”, Gary Holt revela: “A maior parte das músicas realmente rápidas está no próximo disco”

O Exodus lançou no último dia 20 de março o seu mais novo álbum de estúdio, “Goliath”, através da Napalm Records. O disco marcou o retorno do vocalista Rob Dukes, que voltou a substituir Steve “Zetro” Souza nos vocais da veterana banda de thrash metal. Apesar da enorme expectativa criada pelos fãs — principalmente pelos admiradores da fase registrada em trabalhos como “Shovel Headed Kill Machine” (2005), “The Atrocity Exhibition: Exhibit A” (2007) e “Exhibit B: The Human Condition” (2010) — o novo trabalho surpreendeu por soar diferente de qualquer outro álbum já lançado pelo grupo.
“Goliath” apostou em uma abordagem ousada. Embora o disco mantenha algumas composições rápidas, agressivas e extremamente viscerais, características que sempre definiram o som do Exodus, a banda também abriu espaço para experimentar estruturas, atmosferas e dinâmicas menos previsíveis. O resultado acabou dividindo opiniões: enquanto uma parcela do público exaltou a coragem artística do grupo, outra demonstrou resistência diante das mudanças.
Recentemente, o guitarrista e principal compositor Gary Holt afirmou que não se incomoda com as críticas direcionadas ao álbum. Segundo ele, o mais importante foi a satisfação interna da banda com o resultado final. Para o músico, a recepção positiva do público surge apenas como consequência natural do trabalho realizado.

Gary Holt diz que próximo álbum do Exodus já está praticamente pronto
Agora, em uma nova entrevista concedida à Rebel Radio, de Chicago, Gary Holt revelou que o Exodus praticamente deixou o próximo álbum de estúdio encaminhado. De acordo com o guitarrista, faltam apenas duas músicas para completar o sucessor de “Goliath”.
No entanto, o comentário que mais chamou atenção envolveu justamente o material que ficou de fora do disco recém-lançado. Ao ser questionado se a banda costuma definir previamente quais músicas abrirão e encerrarão cada álbum durante as gravações, Holt acabou entregando detalhes que certamente vão aumentar a ansiedade dos fãs:
“Não, nunca. Quer dizer, normalmente fazemos isso, mas neste caso nós também escrevemos 80% do álbum seguinte, e o gravamos, então tivemos que reduzir 18 músicas para 10. A faixa planejada para abrir o disco decidimos deixar para o próximo álbum, porque eu ainda tenho crises de ansiedade pensando em quais músicas escolhemos. Porque as outras músicas não são sobras. [São] algumas das melhores coisas. A maior parte das minhas músicas realmente, realmente rápidas está no próximo disco. Foi simplesmente pela forma como a tracklist e tudo se encaixou; escolhemos as que achamos que fariam um álbum realmente aventureiro e ousado.”
“Estávamos vivendo um enorme surto criativo”
Durante a conversa, Gary Holt também explicou o motivo que levou o Exodus a gravar tantas músicas durante as sessões de “Goliath”. Segundo o músico, a banda atravessou um período de criatividade extremamente intensa e decidiu aproveitar ao máximo o momento.
“Estávamos vivendo um enorme surto criativo. E também estamos muito conscientes da nossa idade atual. Não sabemos o que o amanhã nos reserva, entende o que quero dizer? Acabei de completar 62 anos, e pensamos que, se conseguíssemos finalizar dois álbuns de uma vez, poderíamos tirar férias quando este ciclo de turnê do álbum acabasse e não precisaríamos voltar ao estúdio de jeito nenhum. E chegamos muito perto disso. Precisamos de mais duas [músicas], mas provavelmente vamos escrever mais 10 e acabar fazendo tudo de novo. Mas isso ainda nos deixa com material extra, porque você começa a encarar a mortalidade e, se algo acontecer comigo, seria bom ter esses últimos trabalhos disponíveis para meus filhos venderem ou algo assim. Mas nós simplesmente continuamos. Estávamos compondo em um ritmo frenético, então por que parar?”
A declaração de Gary Holt praticamente confirma que os fãs do Exodus ainda não ouviram o lado mais extremo das composições recentes da banda. Se as músicas mais rápidas realmente ficaram reservadas para o próximo trabalho, tudo indica que o sucessor de “Goliath” poderá apresentar uma faceta ainda mais agressiva e acelerada do grupo.

espero nao seja sobras de retalhos do goliath que sinceramente foi bem aquem do exodus ,nem sempre b-sides de um album e coisa boa geralmente nao e torço para que eu esteja enganado.