Resenha: Thanathus – “Mors Catacumbae” (2026)

Tem discos que te ganham logo pela capa. “Mors Catacumbae” (2026), primeiro disco completo do paulista Thanathus, me fisgou logo com aquele tom esverdeado, a catacumba sinistra, o logo pra lá de death metal e seu ar macabro. Como não dar uma conferida em um disco que tem uma arte dessas?

Para minha surpresa não é só a capa do disco que é boa, mas o som do grupo também é. O Thanathus faz um brutal – e pode carregar no termo brutal aqui – death metal. Você ouve e logo pensa: “Caramba, como é que nunca ouvi falar desses caras antes?”. Não precisa se culpar, afinal a banda é nova, foi formada em 2023 e até então tinha lançado o EP “…In Death” (2024).

Toda gravação, mixagem, bem como a masterização, foram feitas pelo baixista Raphomet (Raphael Ferreira), que já produziu Fim Da Aurora, Ingräte e Madkill. Mesmo com toda pancadaria, tudo ficou bem equilibrados, sem atropelos ou passagens emboladas. Raimundo Rodrigues tem um vocal cavernoso que se impõe e o grupo soube equilibrar bem técnica com brutalidade.

Foto: @kel_commim_fotografias

Quem curte Suffocation, Monstrosity, Cryptopsy, Cattle Decapitation, Aborted e outras iguarias afins pode (e deve) conferir o som que vem da “morte nas catacumbas”. Faixas como “Tokarev SVT-40”; “Old Sands Of Blood”; “Witch”, que conta com vocais de Bruna Rodriguez, companheira do Rafael, e “Curse, Blood And Pain” mostram um trabalho muito bem-feito, do tipo de banda que se preocupa em fazer e entregar algo de qualidade. Como não gostar de uma banda que tem um som desses?

“Mors Catacumbae” (2026) está disponível nas plataformas digitais e tem previsão de lançamento em CD pelo selo/distro Old Shadows Records para meados de julho.

Nota: 9

Integrantes:

Faixas:

  • 01 Pit Of Horrors
  • 02 Tokarev SVT-40
  • 03 Sacred Inquisitor
  • 04 Old Sands Of Blood
  • 05 Mors Catacumbae
  • 06 Collective Suicide
  • 07 Witch feat. Bruna Rodriguez
  • 08 Lady Lilith (instrumental)
  • 09 Curse, Blood And Pain
Mário Pescada
Mineiro, ouvinte de todas as vertentes do rock - do blues ao grindcore. Valoriza mais a honestidade e entrega em cima do palco do que a técnica. Guarda os flyers dos shows que vai como se fossem relíquias. Autor dos livros "Distorções do Submundo: Dissecando álbuns matadores do underground brasileiro" vol. 1 (202) e vol. 2 (202), lançados pela Editora Denfire.
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