A maior influência das bandas de Thrash Metal, segundo Alex Webster do Cannibal Corpse

No mais novo episódio do podcast “100 Songs That Define Heavy Metal”, comandado por Brian Slagel — CEO da Metal Blade Records, o baixista do Cannibal Corpse, Alex Webster, refletiu a respeito das músicas que marcaram seus primeiros anos e contou de que forma foi, aos poucos, mergulhando no universo do Heavy Metal. Além disso, ele nomeou o Slayer como a banda mais influente do Thrash Metal:
“Bem, quando eu era bem jovem, com menos de dez anos, eu ouvia rock dos anos 50, tipo Chuck Berry e Elvis Presley, coisas assim, discos que meu pai tinha guardados da época em que era adolescente, esse tipo de coisa, o rock dos anos 50. Mas, sim, eu comecei a curtir rock normal, tipo The Police e coisas do tipo. E aí, mais ou menos no início da minha adolescência, foi quando o metal entrou na minha vida, e aí vieram bandas como Accept e Iron Maiden, essas duas em particular. E depois Metallica, todas as bandas de thrash metal, Metallica, Slayer, Kreator, todas essas bandas, Megadeth, tudo isso. E a coisa foi crescendo. Os fãs de metal estão sempre procurando a próxima coisa mais pesada, ou o próximo passo adiante, e todo mundo meio que contribui para isso. Então eu diria que, das bandas de thrash metal, death metal… O metal deve muito ao Slayer. Eles eram a banda que tinha esse tipo de letra. Eu sinto que, se você olhar para uma árvore genealógica, muito do death metal vem do ramo do Slayer, de certa forma. E há outras bandas também, com certeza — Venom, coisas assim. Mas para nós, o Slayer é provavelmente a maior influência das bandas de thrash metal, com certeza — Slayer, Kreator, Dark Angel, bandas desse tipo.”
Alex Webster também falou sobre o surgimento do vocal gutural dono Death Metal, citando Lemmy Kilmister (Motörhead) e Cronos (Venom):
“Eu adoraria que alguns dos vocalistas originais do death metal e do thrash metal com vocais guturais se reunissem para uma mesa-redonda sobre as origens desse estilo de canto, porque acho que tudo começou com Lemmy [Motörhead], que ainda cantava — Lemmy e Cronos [Venom]; eles cantavam, mas estavam incorporando o gutural, embora ainda houvesse melodias. Depois vieram Jeff Becerra do Posssed, Chuck Schuldiner do Death, Kam Lee do Massacre, pessoas assim, fazendo algo mais profundo, mais gutural. E então a coisa foi evoluindo até que todos acabaram sendo bastante guturais e sem nenhuma melodia propriamente dita. Houve um momento em que ainda era canto, em que você carregava uma melodia, e então se tornou algo mais rítmico… grunhido. E isso, eu acho que começou com o death metal dos primórdios, claro, como as bandas que mencionei, e também com o thrash, tipo o Mille Petrozza do Kreator, que foi uma grande inspiração para nós também.”
Ele comentou sobre as bandas que mais influenciaram o Cannibal Corpse em seus primórdios:
Sobre como surgiu o Cannibal Corpse:
“Quando fizemos o Cannibal Corpse, esse era o plano. Isso foi em 1988, então já existiam bandas de death metal que gostávamos. Tínhamos a demo do Morbid Angel, adorávamos o Death. ‘Pleasure To Kill’ do Kreator, para mim, aquele álbum é meio que — pelo menos naquela época, estava muito perto de ser death metal. O mesmo com alguns álbuns do Sodom. Então, quando fizemos o Cannibal Corpse, ficou bem claro que iríamos nessa direção. A banda em que Jack Owen o ex- guitarrista do Cannibal Corpse] e eu estávamos antes era mais uma banda crossover, uma mistura de Kreator e DRI , esse tipo de coisa. Resumindo, tínhamos muitos sons diferentes, mas éramos uma banda crossover, aquela banda Beyond. Death, banda na qual eu e o Jack estávamos antes do Cannibal Corpse. Mas, sim, quando fizemos o Cannibal Corpse , já estávamos bastante inspirados por bandas como Death e Morbid Angel, então estávamos prontos para seguir nessa direção. E ainda levou um tempinho. Mas eu diria que quando o álbum de estreia do Cannibal Corpse, ‘Eaten Back To Life’, de 1990, foi lançado, nós já estávamos lá — dava para perceber, com certeza, que tínhamos raízes no thrash metal, mas era death metal desde o início.”