Tracy G, ex-guitarrista do Dio, acredita que fãs de Heavy Metal tendem a ser “um pouco fechados” para outros estilos

O ex-guitarrista do Dio, Tracy “G” Grijalva, que gravou os álbuns “Strange Highways” (1993) e “Angry Machines” (1996), o disco ao vivo “Dio’s Inferno – The Last In Live” (1998), além de um filme-concerto, “Live In London, Hammersmith Apollo 1993”, concedeu recentemente uma entrevista ao Rock Fantasy Concert Shop, para falar sobre seu atual projeto El Mariachi Sexorcismo, e também sobre o lançamento em CD do seu álbum instrumental “Hand Of Time”. O entrevistador observou que as músicas atuais do guitarrista se distanciaram do Heavy Metal que ele fez com Dio nos anos 90:
“As pessoas pensam, especialmente os fãs que amam heavy metal — nada contra eles, é claro; eu os amo e tudo mais, amo as pessoas que amam esse tipo de música —, mas eles tendem a ser um pouco fechados e acham que, se você toca no Slayer, no Megadeth ou no Metallica, essa é a única música que você ouve e a única que você sabe tocar. É assim que eles pensam. Eles deveriam se abrir e pensar: ‘Bem, espere um minuto’. E aposto que 90% desses caras [nessas bandas], se você perguntar a eles, gostam de algumas coisas que você ficaria tipo ‘Oh’. E então, se eles forem além, se fizerem seus próprios trabalhos solo fora da banda, eles podem lançar Deus sabe o quê. E você pode pensar: ‘Ah, esse cara é mais do que apenas o que eu vejo, o que eu conheço’.”
Isso não significa que ele não orgulhe do trabalho com Dio, muito pelo contrário, conforme esclareceu Tracy G:
“Nada contra o Dio e nada contra o que eu fiz com ele — eu amo isso mais do que qualquer coisa. ‘Strange Highways’, ‘Angry Machines’, coisas da época que eu fiz, claro que tenho orgulho delas, claro que eu amo e claro que eu coloquei cem por cento nelas. Bem, tudo bem. Tudo bem então. E quanto a isso? Você não para por aí. E você tem que continuar. E houve outras coisas antes disso, e houve coisas depois disso. Não significa que seja só isso que você é. Mas é quase como se os fãs precisassem de uma educação ou algo assim. Mas quem sou eu para [ensiná-los sobre isso]? Eu não quero dizer que eles são limitados, eles estão se limitando só de pensar assim, mas eu sinto que eles são. Se eles apenas dessem uma chance às coisas.”
