Do Pior ao Melhor: Rush

Hoje, o assunto é a discografia do lendário power trio canadense Rush, mas antes disso entenda como funciona o quadro.
A sessão “Do Pior Ao Melhor” foi criada há alguns anos com o objetivo de ranquear os álbuns de determinadas bandas. Esta análise é feita listando os trabalhos do menos expressivo até o mais significativo. Os critérios usados neste quadro são diversos, como aceitação crítica dos registros, importância para a época, nível técnico em comparação a outros discos da banda, assim como o fator diversão, entre outros.
Note que não estamos impondo certezas ou leis, dessa forma, esta é apenas uma análise feita pela bancada de apresentadores do canal do Mundo Metal no Youtube para estabelecer a ordem em que os álbuns são posicionados neste ranking.
Se o seu álbum favorito estiver em uma posição abaixo do que você esperava ou se aquele disco que você não gosta estiver bem posicionado, lembre-se que a música é uma forma de arte subjetiva e pessoal, e não uma ciência exata.
Neste episódio, teremos uma banda considerada por muitos, uma das mais importantes e emblemáticas da história do Prog Rock: Rush!

Uma breve apresentação!
As origens e o nascimento de um som único
Em 1968, nos subúrbios de Toronto, Canadá, três jovens começaram a trilhar o que se tornaria uma das carreiras mais respeitadas da história do Rock. Alex Lifeson (guitarra), John Rutsey (bateria) e Jeff Jones (baixo e vocais) formaram o embrião do Rush, banda que logo veria Geddy Lee substituir Jones, consolidando a formação inicial do grupo.
Nos primeiros anos, o som do Rush era puro Hard Rock setentista, inspirado em gigantes como Led Zeppelin e Cream. O álbum de estreia, Rush (1974), mostrava exatamente essa veia energética, cheia de riffs e peso. Logo após o lançamento, porém, John Rutsey deixou o grupo, e a entrada de Neil Peart mudou tudo.
Com Peart, o Rush não apenas encontrou seu baterista definitivo — encontrou também sua alma lírica e intelectual. Peart assumiu a composição das letras, trazendo temas de ficção científica, filosofia, distopia e existencialismo. Era o início de uma jornada que ultrapassaria as fronteiras do Rock convencional.

Ascensão, glória e reinvenção
A virada de chave veio em 1976 com o icônico 2112, um álbum conceitual que contava uma história futurista de rebeldia e liberdade criativa. O sucesso foi tão grande que salvou o grupo da pressão da gravadora e firmou o Rush como símbolo do Rock Progressivo da América do Norte.
A partir daí, os anos de ouro chegaram em sequência: A Farewell to Kings (1977) e Hemispheres (1978) expandiram a complexidade das composições, com arranjos intrincados e mudanças rítmicas ousadas. O trio canadense dominava palcos e mentes.
Nos anos 80, o Rush viveu sua fase mais popular. Com Permanent Waves (1980) e o lendário Moving Pictures (1981) — que nos deu “Tom Sawyer”, “YYZ” e “Limelight” —, a banda atingiu o auge criativo e comercial. Em resumo, era a técnica e a emoção em perfeita harmonia.
O trio também não teve medo de mudar. Incorporou sintetizadores e sonoridades mais modernas em Signals (1982) e Grace Under Pressure (1984), abraçando as tendências da época sem perder identidade. Já nos 90, o som ficou mais direto e limpo, mas a classe continuou intacta em discos como Presto (1989), Roll the Bones (1991) e Counterparts (1993).
No fim da década, porém, veio a tragédia: Neil Peart perdeu a filha e a esposa em um curto intervalo de tempo. O baterista desapareceu das luzes e partiu em uma longa jornada de autoconhecimento. O Rush ficou em silêncio… mas não por muito tempo.
Em 2002, o trio renasceu com Vapor Trails, um álbum intenso e emocional, provando que a chama seguia viva. Vieram ainda Snakes & Arrows (2007) e o poderoso Clockwork Angels (2012), encerrando com dignidade uma discografia impecável.

O fim das turnês e o legado eterno
A saúde começou a cobrar seu preço, e o Rush anunciou que a turnê R40, em 2015, seria a última. Pouco tempo depois, Neil Peart revelou estar se aposentando das estradas. Dessa forma, em 2018, Alex Lifeson confirmou: não haveria mais novos álbuns ou turnês.
O golpe final veio em janeiro de 2020, com a morte de Neil Peart, vítima de um câncer cerebral. O mundo do Rock parou. O Rush, como banda, chegava oficialmente ao fim.
Mas o legado… esse permanece imortal!
Com mais de 40 milhões de discos vendidos, uma base de fãs apaixonada e uma influência que atravessa gerações, o Rush é inegavelmente reverenciado como um dos trios mais virtuosos e criativos da história. Em 2013, a banda foi incluída no Rock and Roll Hall of Fame, coroando uma trajetória de integridade e excelência musical.
Hoje, 06 de outubro de 2025, Geddy Lee e Alex Lifeson anunciaram seu retorno aos palcos para manter viva a memória do grupo por meio de turnês, projetos, livros e homenagens, enquanto novos músicos descobrem, a cada geração, a genialidade de álbuns como 2112 e Moving Pictures.
O Rush nunca foi apenas uma banda. Foi uma escola de pensamento musical, uma sinfonia de ideias e emoções que ecoará para sempre no universo do Rock.

Rush: Do Pior ao Melhor!
Para falar desta discografia extremamente proveitosa, nossa bancada composta por Daniel Dante, Stephan Giuliano e Marcelo Araújo, trouxe o programa “Do Pior Ao Melhor”, exibido em no último sábado, 4 de outubro.
Com a ajuda do nosso chat altamente qualificado, os três apresentadores analisaram todos os discos com riqueza de detalhes. Caso você goste de podcasts, bem como queira saber mais sobre cada álbum, incluindo as justificativas para as posições que eles se encontram, assista ao programa na totalidade, o vídeo está no final da publicação.
O ranking dos discos é este logo abaixo!
Ranking:
- 19 Snakes and Arrows (2007)
- 18 Test for Echo (1996)
- 17 Vapor Trails (2002)
- 16 Hold Your Fire (1987)
- 15 Presto (1989)
- 14 Clockwork Angels (2012)
- 13 Grace Under Pressure (1984)
- 12 Caress of Steel (1975)
- 11 Counterparts (1993)
- 10 Power Windows (1985)
- 09 Roll the Bones (1991)
- 08 Signals (1982)
- 07 Rush (1974)
- 06 Hemispheres (1978)
- 05 Farewell to Kings (1977)
- 04 Permanent Waves (1980)
- 03 Fly by Night (1975)
- 02 2112 (1976)
- 01 Moving Pictures (1981)