“Seventh Son of a Seventh Son” foi ofuscado pelas “novas garotas bonitas”, segundo autor de Iron Maiden at 50

"Seventh Son of a Seventh Son" foi ofuscado pelas novas garotas bonitas, segundo autor de Iron Maiden at 50
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O Iron Maiden lançou “Seventh Son of a Seventh Son” em 1988. Apesar da importância, muita gente costuma deixar esse disco de lado quando fala da carreira da banda. Adrian Smith se despediu das guitarras nesse trabalho e só voltou doze anos depois, em “Brave New World”. Com uma proposta conceitual, o álbum segue um personagem com o dom de prever o futuro.

No Reino Unido, o disco explodiu e conquistou o topo das paradas. Já nos Estados Unidos, o público recebeu o álbum de forma mais morna, e ele acabou ficando apenas na 12ª posição. Em entrevista ao podcast Booked on Rock, Daniel Bukszpan (autor do livro Iron Maiden at 50), comentou esse desempenho tímido na terra do Tio Sam:

“Não foi tão popular nos EUA quanto no Reino Unido. E Steve Harris, eu acho, pensava que seria ainda maior do que ‘Somewhere in Time’. Mas, infelizmente, naquela época, as coisas estavam começando a mudar nos EUA em termos de metal, com bandas como Metallica, Slayer.

Em 1988, quando ‘Seventh Son’ foi lançado, foi o mesmo ano que ‘…And Justice for All’ do Metallica, ‘South of Heaven’ do Slayer, ‘State of Euphoria’ do Anthrax. Quer dizer, esse foi realmente um momento de surgimento do thrash metal. Os fãs de metal aqui ainda curtem Maiden, e eles ainda compravam aquele disco, mas, sabe, aí vem a ‘nova garota bonita’. A mais jovem, mais sexy – você sabe o que quero dizer.”

Segundo Bukszpan, essa indiferença do público norte-americano não afetou somente os veteranos do Maiden:

“Eles superaram porque o Maiden supera tudo. Mas eu me lembro que, na época, se você curtisse metal na maior parte do tempo, você definitivamente falava de Metallica ou Slayer ou algo assim. E você sabe, coisas mais clássicas: Judas Priest, Iron Maiden, Dio, estava começando… Eu não diria que estava em declínio. Mas as pessoas estavam curtindo as novidades, provavelmente é mais preciso dizer isso.”

No entanto, Bukszpan acredita que “Seventh Son Of A Seventh Son” é um disco que envelheceu bem e, hoje, tem muito mais reconhecimento do que recebeu na época:

“Há alguns fãs do Maiden que juram que esse álbum é o melhor, que é o melhor álbum deles, ponto final. E não dá para dizer o contrário para eles. Eles vão discutir com você. Agora, todo mundo diz: ‘Ah, sim, eu adoro esse álbum! Ele é ótimo! Eu adorei assim que foi lançado!’

Mas ele é realmente sólido, é ótimo do começo ao fim. ‘Can I Play with Madness’ é provavelmente minha música menos favorita nele, mas ainda assim é um álbum muito forte. Tem coisas ótimas nele. E se você gosta de conceitos, ele é unificado.”

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