Napalm Death: a polarização está pior agora por causa das mídias sociais? “Essas coisas sempre aconteceram”

Napalm Death: a polarização está pior agora por causa das mídias sociais? "Essas coisas sempre aconteceram"
Photo by Dan @salopiandan

O vocalista Mark “Barney” Greenway, refletiu sobre a o aumento da polarização nos dias de hoje e, sobre a Napalm Death ser considerada uma banda política. Barney vem de uma família de sindicalistas e ele mesmo já atuou como representante sindical. Para Barney, política só faz sentido quando os seres humanos vêm em primeiro lugar, independente de espectro político de cada um:

Em uma nova entrevista ao podcast “One Life One Chance, ele declarou:

“No fim das contas, a questão da política é que ela não tem sentido a menos que você coloque os seres humanos em primeiro lugar. Essa é a questão. Não importa onde você se posicione. O fundamental, pelo menos para mim, é ser um ser humano. Isso transcende tudo. Então, embora eu esteja um pouco indeciso em alguns aspectos, porque, embora minha criação tenha sido meio que… detesto dizer isso; soa um pouco artificial… mas eu meio que vim de uma formação de esquerda. Meu pai e meus irmãos eram sindicalistas, o que no Reino Unido era tradicionalmente bastante de esquerda. Também nos EUA, mas menos agora, eu acho. No Reino Unido, sempre foi… se você é sindicalista, geralmente você era meio que uma pessoa de esquerda. Então, essa foi a casa em que cresci. E também fui representante sindical por algum tempo. Então, sim, essa foi a minha formação. Mas, acima e além disso, nos meus anos de formação — 14, 15, 16, quando você começa… Para pensar sobre as coisas — eu pensava: ‘Bem, é, sabe de uma coisa? Vai me beneficiar neste mundo se eu sempre tentar defender a paz mundial e a dignidade para todos.’ Então, estamos nos esforçando para isso — ainda estamos nos esforçando para isso, à nossa maneira, com qualquer capacidade que tenhamos.

De acordo com o vocalista, as mídias sociais apenas intensificaram a polarização que sempre existiu em alguma medida, isso não um fenômeno novo:

“A questão é que é muito fácil olhar para o que está acontecendo agora e dizer: ‘Bem, está pior do que nunca’, mas sempre houve uma quantidade significativa dessas coisas acontecendo no mundo todo.”

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