Vale a pena ouvir de novo: Gamma Ray — Land Of The Free (1995)

Lançado em 29 de maio de 1995, Land Of The Free é o quarto álbum da carreira da banda alemã de Power Metal Gamma Ray.
Produzido pela dupla Kai Hansen e Dirk Schlächter, e mixado por Charlie Bauerfeind, o disco foi gravado entre novembro de 1994 e janeiro de 1995 no Hansen Studios, em Hamburg, e no R.A.S.H Studios, em Gelsenkirchen, na Alemanha.
Contendo 13 faixas inéditas, distribuídas em aproximadamente 57 minutos de duração, e lançado através da gravadora Noise Records, Land Of The Free marcou uma nova fase na carreira da banda.
O trabalho assinala a estreia do guitarrista Kai Hansen como vocalista principal. A mudança aconteceu após o vocalista Ralph Scheepers deixar a banda no ano anterior, em 1994.

Kai Hansen assume os vocais
Esta foi a segunda experiência de Hansen como vocalista, já que ele havia sido o responsável pelos vocais em Helloween e Walls Of Jericho, EP e álbum oficial de estreia de sua antiga banda, Helloween, lançados em 1985 e 1987, respectivamente.
Hansen também havia feito os vocais principais na faixa Heal Me, presente no álbum Insanity & Genius, de 1983, do Gamma Ray, quebrando um jejum de oito anos.
Com a saída de Ralph Scheepers e Kai Hansen assumindo os vocais, haveria também uma troca de funções entre o baixista Jan Rubach e o guitarrista e tecladista Dirk Schlächter. Inicialmente, a mudança foi aceita, porém Rubach desistiu e, ao lado do baterista Thomas Nack, decidiu deixar a banda. O grupo, então, rapidamente se reformulou com a chegada do guitarrista Henjo Richter, enquanto Dirk Schlächter passou a exercer a função de baixista.

Conceito, convidados e homenagem
Conceitual, Land Of The Free narra a história de uma rebelião entre o bem e o mal, cujo desfecho acontece no “próximo” trabalho da banda, o excelente Somewhere In Out Space.
Na lista de convidados especiais, aparecem Michael Kiske, vocalista do Helloween, em Land Of The Free, faixa que batiza o disco, e Time To Break Free. Além dele, Hansi Kürsch, vocalista do Blind Guardian, divide os vocais com Hansen em Farewell.
O disco ainda traz uma homenagem ao baterista Ingo Schwichtenberg na faixa Afterlife. Ingo foi companheiro de Hansen no Helloween e cometeu suicídio onze semanas antes do lançamento oficial de Land Of The Free.

Reconhecimento e legado
Bem recebido por fãs e críticos, Land Of The Free foi eleito pela revista alemã Rock Hard como “Álbum do Mês”. Já a AllMusic o classificou como “um dos álbuns mais ‘metal’ do final dos anos 90”, enquanto a Loudwire o colocou como o 40º melhor álbum de Power Metal em sua lista dos 25 melhores álbuns de Power Metal de todos os tempos.
Ainda na lista de aprovações, a Metal Hammer classificou o disco como o 5º melhor álbum de Power Metal de todos os tempos.
O álbum também atingiu a 70ª posição da German Albums Top 100 e a 7ª colocação no Japão.
Em 2003, o disco ganhou um relançamento com uma nova capa, além de três faixas bônus.
Integrantes
- Kai Hansen — vocais e guitarras
- Dirk Schlächter — guitarras e teclados
- Jan Rubach — baixo
- Thomas Nack — bateria
Convidados
- Sascha Paeth — teclados
- Hansi Kürsch — vocais e backing vocals
- Michael Kiske — vocais e backing vocals
- Hacky Hackmann, Catharina Boutari e Axel Naschke — backing vocals
Faixas
- Rebellion In Dreamland
- Man On A Mission
- Fairytale
- All Of The Damned
- Rising Of The Damned
- Gods Of Deliverance
- Farewell
- Salvation’s Calling
- Land Of The Free
- The Saviour
- Abyss Of The Void
- Time To Break Free
- Afterlife
