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Resenha: Tribulation- “Where the Gloom Becomes Sound” (2021)

“Where the Gloom Becomes Sound” é o quinto full lenght da banda sueca de Death Metal/Gothic Metal, Tribulation, que sucede “Down Below” de 2018.

   

Enfim, em tempos de tantas trevas, nos quais a esperança se esgotou e o domínio da elite política é cada vez maior sobre os pobres mortais, só o Metal é capaz de acender pequenas fagulhas de luz sobre miseráveis existências.

Em 2020, o Metal consolou e não deixou com que as forças se esgotassem e 2021 está indo para o mesmo caminho.

Histórico

Tribulation iniciou sua história há 20 anos na cidade de Arvika na Suécia. Até 2004, o nome era Hazard, só ai então passou a ser chamado de Tribulation.

Sua sonoridade era Death Metal nos primórdios, mas com o passar dos anos e dos lançamentos, elementos de Gothic Metal passaram a ser adicionados até que fosse definida a personalidade sonora atual.

TRIBULATION / Photo By: vZoltan Jakab / Tribulation- “Where the Gloom Becomes Sound” (2021)

“In Remembrance”

A propósito, retomando o que fora dito no segundo parágrafo, a música do Tribulation serviria de trilho sonora ideal se o momento atual fosse uma produção cinematográfica.

“In Remembrance” soa Gothic Metal com envolvente atmosfera Black Metal. Vestes negras, sepulturas e pinturas em vitrais góticos são todos desenhos da minha mente durante a audição dessa canção.

Em seguida, “Hour Of The Wolf” refaz e insiste na mesma triste leitura:

“Sacerdotes da tristeza / Arrumadores de desespero / Espectros surgiram de onde a escuridão tem som Inclinando-se de cima para baixo / Seus rostos perto dos meus / Deslizaram para este mundo por baixo”. “Leviathans” continua a percorrer a estrada do quinto capítulo completo da história do Tribulation: “Óleviatãs / Exaltado seja seu trono / Escuras, vastas extensões, profundidades infinitas! / Força flui infinitamente / Ascendendo de seu útero / Conduza-nos ao epítome de seus caminhos!”

Assim estamos nós, sendo conduzidos, ao invés de conduzirmos a nós mesmos.

“Dirge Of A Dying Soul” assume uma pegada mais Doom/Gothic, soando um tanto quanto diferente de suas antecessoras. Uma bela melodia leva a minha mente por uma viagem pelo mundo dessa canção.

“Dirge Of A Dying Soul”

Ainda faltava algo para que o disco me conquistasse de vez e “Dirge Of A Dying Soul” trouxe esse elemento dentro de seu cálice de sangue. O pequeno instrumental de piano “Lethe” atua com simples complemento da faixa anterior, porém proporciona um momento ímpar dentro do trabalho.

Logo após. “Daughter Of The Djinn” é mais acelerada que o restante do álbum até aqui, ganhando interessantes ingredientes de Black e Heavy Metal, estando entre minhas favoritas ao lado de “Dirge Of A Dying Soul”.

“Elementals”

   

Portanto, Tribulation demonstra não estar preso a rótulos e isso funciona muito bem para eles. Os riffs de “Elementals” seguem a sustentar uma pegada Heavy Metal que somada aos vocais guturais a “la Black Metal” do baixista e vocalista Johannes Andersson dão uma personalidade própria a música da banda.

TRIBULATION / Photo by: Ester Segarra

“Inanna” introduz a trinca final do disco. No equilíbrio entre o soturno, o sombrio e o melódico repousa a força do jeito Tribulation de fazer música. Não posso deixar de destacar o elogiável trabalho dos guitarristas Adam Zaars e Joseph Tholl, que parecia morno nos primeiros acordes, mas foi crescendo com o passar das faixas. “Funeral Pyre”, a qual também me chamou bastante a atenção pelos riffs, tem um belo trabalho do baterista Oscar Leander e leva a medalha de bronze na avaliação geral. “The Wilderness”, a qual tem o solo de guitarra mais bonito do disco, é a página final desse prazeroso livro sonoro, o qual é cheio de interessantes riffs, melodias, harmonias e merece ser lido.

Como a sinceridade total é a marca registrada dos meus textos, confesso que “Where the Gloom Becomes Sound” é o meu primeiro contato mais profundo com o trabalho do Tribulation e que fiquei bastante positivamente surpreso.

“Where the Gloom Becomes Sound” é aprovado e indicado para os fãs de Metal e boa música.

Nota: 8,8

Integrantes:

  • Johannes Andersson (vocal e baixo)
  • Adam Zaars (guitarra)
  • Oscar Leander (bateria)
  • Joseph Tholl (guitarra)

Faixas:

  • 1.In Remembrance
  • 2.Hour of the Wolf
  • 3.Leviathans
  • 4.Dirge of a Dying Soul
  • 5.Lethe
  • 6.Daughter of the Djinn
  • 7.Elementals
  • 8.Inanna
  • 9.Funeral Pyre
  • 10.The Wilderness

Redigido por Cristiano “Big Head” Ruiz

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