História
A banda de Melodic Death/Thrash Metal, Sophie’s Threat, foi formada em 2021, em São Paulo, pelos músicos Tiago Carteano (bateria) e Ricardo Oliveira (guitarra). O nome da banda é uma referência ao robô Sophia, o primeiro robô humanoide a receber cidadania de um país – no caso, a Arábia Saudita.
Desenvolvida pela empresa Hanson Robotics, em Hong Kong, Sophia é capaz de reproduzir 62 expressões faciais e foi projetada para aprender, trabalhar entre seres humanos e adaptar-se aos nossos comportamentos. Em uma entrevista, quando questionada se destruiria a humanidade, surpreendeu a todos ao responder que sim!
Esse conceito inspirou o nome da banda, uma maneira que os integrantes encontraram para criticar a rapidez com que o avanço tecnológico pode ameaçar seu próprio criador, sem considerar as consequências.
A estreia
Com uma sonoridade bombástica, letras ousadas que confrontam os dias atuais, riffs vibrantes e marcantes, assim como uma mistura competente de Thrash e Melodic Death Metal, a banda demonstrou eficiência, seriedade e qualidade em seu primeiro registro oficial, o single “Infernal Manipulation” — não recomendado para ouvidos sensíveis.
Há toda uma história por trás da composição de “Infernal Manipulation”: a faixa era originalmente de uma antiga banda formada por Paulo Timóteo (atual baixista) e Ricardo Oliveira (guitarrista). Após o falecimento do baterista daquela banda, ela se desfez, e Ricardo trouxe a música para a Sophie’s Threat, onde foi retrabalhada, expandida e ganhou nova letra e nome.
Assista ao lyric video de “Infernal Manipulation”:
Infelizmente, logo após o lançamento de “Infernal Manipulation”, a banda passou por mudanças significativas com a saída da vocalista Bruna Mieko e do baixista Wagner Wilis. No entanto, com a entrada de Paulo R. “Satan” (baixo), Marcão (guitarra) e a vocalista Malu Sales, o som da banda voltou a se tornar ainda mais potente, brutal e impactante, exatamente como imaginado pelos seus fundadores.
“Com ‘Infernal Manipulation’, pretendemos mostrar o quanto as pessoas hoje são manipuladas por meio da tecnologia e escravas das redes sociais, onde o mundo parece ‘perfeito e feliz’. Porém, fora dessa esfera virtual, suas vidas são condenadas e infelizes. Por trás de fotos bonitas, viagens caras e regalias, a história é completamente diferente. Precisamos nos atentar a isso para que nossas vidas não se tornem vazias e mentirosas”, comentou Tiago Carteano (bateria).
“É um som direto e pesado! Eu aprecio como abordamos essa ‘prostituição’ por likes e seguidores, onde certos ‘influencers’ produzem conteúdos ridículos, vergonhosos e degradantes que atraem pessoas com uma mentalidade vazia. Enfim, para mim, é um som nota 10”, explicou Ricardo Oliveira (guitarra).
Single impactante
A reestreia da nova formação da Sophie’s Threat em um lançamento oficial aconteceu em 23 de outubro, com o novo, conceitual e agressivo single “Suicidal God”.
Assista ao lyric video de “Suicidal God”:
Produzido, mixado e masterizado por Michel Villares (M&H Studios), “Suicidal God” traz uma temática psicótica, violenta e assustadora sobre como a sociedade cria seus próprios monstros, que sempre voltam para buscar vingança. Para um clima ainda mais amedrontador e realista, a música utiliza a história do psicopata esquizofrênico e assassino em série americano Joseph Kallinger, que matou três pessoas – incluindo um de seus filhos – e torturou outras quatro famílias.
“Usamos trechos de uma entrevista real do criminoso no início e no final da música. Nessa entrevista, Kallinger, esquizofrênico, afirma que vozes em sua cabeça ordenavam que ele matasse mais três milhões de pessoas, sua família e, por fim, a si mesmo para tornar-se um deus. Foi daí que surgiu o título ‘Suicidal God’ para o single
Entrar na banda foi um grande desafio para mim, pois sou bastante tímida, embora sempre tenha gostado de estar em uma banda. Essa também foi minha primeira experiência com um vocal mais agressivo e gutural. Já havia cantado de forma mais rasgada em bandas de Punk Rock, mas, durante a pandemia, estudei a técnica do gutural e desenvolvi meu vocal mais agressivo no Metal, um estilo que adoro, embora nunca tivesse a intenção de formar uma banda antes da Sophie’s Threat (risos). ‘Suicidal God’ foi como um teste para mim; inclusive, escrevi essa letra forte junto com Tiago e o produtor Michel. Gravei os vocais em três tons diferentes para trazer nuances e camadas que soassem ainda mais brutais na mixagem final. Fiquei nervosa, mas deu tudo certo, e adoramos o resultado”, finalizou Malu Sales (vocalista).
Falando no Diabo…
Após a estreia nos palcos em novembro e um show histórico no templo do rock paulistano, a Woodstock Discos, a banda lançou seu terceiro e ainda mais brutal single, intitulado “Speaking Of The Devil”, em todas as plataformas digitais.
Ouça “Speaking Of The Devil” :
Produzido, mixado e masterizado por Michel Villares (M&H Studio), “Speaking Of The Devil” apresenta uma sonoridade mais técnica e brutal em relação aos dois primeiros singles lançados pela banda, “Infernal Manipulation” e “Suicidal God”.
“Esse single foi outro desafio para a banda, pois o instrumental já estava gravado quando Malu assumiu os vocais. Tivemos que criar novas métricas de voz e arranjos. O resultado ficou tão perfeito que parecia que a melodia e o instrumental haviam sido compostos juntos, em sintonia! A música é pesada, agressiva, com linhas de voz melódicas e pedais duplos quase do início ao fim. Talvez seja a composição mais Death Metal que fizemos até agora”, comentou Tiago.
Sobre a letra de “Speaking Of The Devil”, Malu Sales compartilhou que a inspiração veio de uma conversa com um amigo sobre uma pessoa em comum. Coincidentemente, durante a conversa, essa pessoa apareceu, levando à famosa expressão “falando do diabo (ele aparece)”, o que os desconcertou imediatamente (risos).
A letra foi construída como uma autocrítica sobre a hipocrisia humana: o quanto temos o hábito de criticar os outros pelos mesmos erros que cometemos, sendo assim, projetando nossas falhas nos outros.
“A letra é um exercício para nos enxergarmos nos outros, sem hipocrisia”, concluiu a vocalista.
A ótima recepção e o número expressivo de audições de “Speaking Of The Devil” nas plataformas de streaming por consequência incentivaram a banda a gravar seu primeiro videoclipe oficial.
Assista ao videoclipe de “Speaking Of The Devil”:
Gravado no Estúdio Oversonic, em São Paulo, o videoclipe mantém a identidade visual e a temática abordada na música. A vocalista Malu Sales, de fato, com sua voz extremamente agressiva, contribuiu com uma execução precisa e poderosa. Para o clipe, Malu trouxe a mesma maquiagem demoníaca que estampa a arte de capa de “Speaking Of The Devil”.
“A proposta dessa maquiagem é representar a dualidade entre o bem e o mal: os chifres simbolizam o que, em nossa cultura, é entendido como ‘do mal’, mas a parte humana, sujeita a falhas, está em evidência. A interpretação literal da letra mostra que o demônio que vemos nos outros pode ser apenas um reflexo do que também somos”, explicou a vocalista.
O veneno nosso de cada dia
Seguindo a sequência brutal de lançamentos, a banda lançou, na sexta-feira, 3 de fevereiro de 2023, o single “Poison” em todas as plataformas digitais.
Ouça “Poison” no Spotify:
Produzida, mixada e masterizada por Michel Villares (@meh.studio), com arte de capa por Tiago Carteano, “Poison” mantém a essência do Death Metal melódico, mas com um toque moderno e cheio de groove. Sendo assim, a faixa aborda uma temática profunda sobre a busca do ser humano por meios alternativos para se tornar mais funcional e eficiente. Segundo a banda:
“Vivemos em uma sociedade onde a autossuficiência é vista como sinônimo de sucesso, e demonstrar sentimentos muitas vezes é visto como fraqueza. Pedem equilíbrio emocional, mas altos e baixos não são bem-vistos; devemos ser como robôs. Dessa forma, acabamos buscando alternativas para manter-nos bem, mas, muitas vezes, deixamos de ser nós mesmos.”
Seguindo os passos dos lançamentos anteriores, “Poison” também teve um segundo lançamento dois dias depois, no programa Pegadas de Andreas Kisser, da Rádio 89 FM (São Paulo). Tiago comentou:
“Sempre é um prazer participar do programa do Andreas. Além de sermos fãs dele, do Sepultura e, claro, do programa, poder tocar em uma das maiores rádios do Brasil é uma enorme realização. Obrigado à nossa assessoria JZ Press e à produção do programa pela oportunidade.”
Mudanças necessárias
Por conflitos de agenda, “Poison” foi a última participação do guitarrista Marcão como membro oficial da Sophie’s Threat. Em seu lugar, a banda recrutou Rodrigo Godoy, que também saiu após alguns meses devido a divergências musicais.
Junto à saída de Rodrigo, a vocalista Malu Sales também deixou a banda, pelos mesmos motivos. Dessa forma, após algumas audições, a banda encontrou em Felícia Andrade a voz que buscava desde a formação.
“Já conhecíamos o trabalho da Felícia há algum tempo, então seu nome foi um dos primeiros que veio à mente. Com a ajuda do nosso produtor Michel Villares, fizemos audições, gravamos demos com as candidatas e escolhemos Felícia por seu timbre único, versatilidade, excelente técnica e, principalmente, seu vocal limpo e lindíssimo. Sempre procuramos uma vocalista que pudesse intercalar vocais melódicos limpos com o gutural. Desejamos muita sorte à Malu e ao Rodrigo em seus futuros projetos, e agradecemos a ambos por todo o empenho dedicado à banda”, comentou Tiago.
Felícia Andrade, a nova vocalista, comentou:
“Já havia sido convidada para um teste com eles anteriormente, mas não cheguei a fazê-lo. Gosto muito do trabalho deles e sou grata pela oportunidade e pela confiança que depositaram em mim, bem como ao Michel Villares pela indicação. Espero fazer um bom trabalho com a Sophie’s Threat.”
Para celebrar esta fase prolífica e de olhos no futuro, a banda logo lançou no dia 12 de agosto seu EP de estreia, “Phase One”, disponível em todas as plataformas digitais e em CD físico. O EP traz todos os singles lançados com Malu Sales nos vocais, sendo assim, encerrando a fase inicial da banda de forma justa e respeitosa.
Ouça o EP “Phase One”:
Regravação explosiva
Com a saída de Paulo “Satan” e agora como um quarteto, mas com a entrada de Guilherme Nemeth (baixo), o grupo manteve a essência do Melodic Death/Thrash Metal. Logo, a Sophie’s Threat deu início à produção de seu primeiro álbum completo, com lançamento previsto para dezembro de 2024. Atendendo aos pedidos dos fãs, a banda preparou uma regravação explosiva e intensificada de seu single de estreia, “Infernal Manipulation” (2022), agora intitulada “Infernal Re-Manipulation (A New View)” como uma prévia do que certamente estaria por vir.
Ouça “Infernal Re-Manipulation (A New View)”:
Esta meticulosa renovação traz consigo a impressionante adição dos vocais marcantes e poderosos da recém-chegada Felícia Andrade, a nova integrante que promete elevar ainda mais o som único e agressivo da Sophie’s Threat.
Sobre a regravação de “Infernal Remanipulation (A New View)”, Tiago comentou:
“Depois que lançamos nossos quatro singles, tivemos uma incrível recepção dos fãs do estilo. Com a saída da vocalista anterior, muitos deles queriam saber como a nova vocalista soaria. Então, para satisfazer essa curiosidade resolvemos regravar nosso primeiro single, que não saiu no EP “Phase One”, como um vislumbre do que estamos trabalhando no álbum.”
De olho nas bandas suecas
A estreia definitiva da nova formação da banda em material realmente novo ocorreu em agosto com o lançamento de “Self Divided“, inclusive, este foi o pontapé inicial para a chegada do tão aguardado álbum completo, já intitulado “Enemy Within”.
Inspirados pela sonoridade poderosa das bandas suecas, como Arch Enemy (fase Angela Gossow), In Flames, Scar Symmetry e Dark Tranquility, o novo álbum promete uma combinação marcante de peso e melodia, e “Self Divided” brinda os ouvintes com umas doses generosas do que está por vir.
Ouça “Self Divided”:
“Self Divided” aborda o tema da multiplicidade das ‘personas’ nas interações sociais, questionando a discrepância entre a identidade virtual, a persona pública e o eu verdadeiro. Felícia Andrade, comenta sobre suas inspirações:
“Tive como inspiração ‘Perfect Blue’ de Satoshi Kon, obras do psiquiatra britânico Ronald Laing e uma pequena referência ao famoso trecho de Hamlet ‘Ser ou não ser, eis a questão’, de Shakespeare. Outra breve referência foi a letra de ‘The Real Me’, do The Who, também interpretada por W.A.S.P no álbum ‘The Headless Children’.”
O produtor da banda, Michel Vilares, do M&H Studios, comenta:
“Acho que “Self Divided” é uma das músicas mais pesadas do álbum e com as maiores reviravoltas que ninguém poderia imaginar. Para um primeiro álbum, a banda não poderia estar mais feliz e ansiosa para mostrar a energia dessas novas músicas.”
O futuro
“The Future”, o segundo single de “Enemy Within”, outra faixa poderosa, foi lançada em outubro. Dessa forma, tem uma importância especial para a banda, pois foi a música em que Felícia Andrade fez seu teste para a vaga de vocalista. Suas interpretações limpas e guturais assim como sua presença única conquistaram a banda imediatamente, dando um novo rumo ao som do grupo. A faixa explora temas como a incerteza e o impacto da tecnologia no futuro, levantando questões sobre as mudanças iminentes na sociedade.
Tiago comenta sobre a criação da faixa:
“’The Future’ marcou um momento decisivo para a banda. Foi a primeira música criada pela nova formação. Felícia trouxe uma ideia totalmente renovadora, com uma fusão de vocais que nos conquistou de imediato. Agora, com ‘The Future’ lançado, estamos prontos para dar o próximo passo: finalizar nosso primeiro álbum de inéditas e produzir um videoclipe que irá elevar nossa música a um novo patamar.”
Ouça “The Future”:
O tão aguardado Full
No dia 22 de novembro, foi lançado em todas plataformas digitais o tão aguardado álbum completo da Sophie’s Threat, “Enemy Within”. Desse modo, a obra apresenta uma mistura marcante de peso e melodia, inspirada por grandes nomes do Death Metal melódico sueco, como Arch Enemy, In Flames, Scar Symmetry e Dark Tranquility.
Os singles “Self Divided” e “The Future” já haviam demonstrado a nova sonoridade da banda, destacando a habilidade de Felícia Andrade em transitar entre vocais limpos e guturais, o que inegavelmente expandiu o alcance criativo do grupo em relação aos primeiros lançamentos. Agora, com “Enemy Within”, a banda explora uma série de temas profundos e contemporâneos.
As letras abordam questões como o poder de decidir entre a vida e a morte, os limites da intervenção humana na natureza, os mistérios de vida extraterrestre, o impacto da desinformação durante a pandemia, as incertezas do avanço tecnológico, a luta contra a depressão, assim como os conflitos de identidade em tempos de hiperconexão digital. Com uma narrativa crítica e reflexiva, o álbum conecta o presente a eventos históricos e dilemas universais.
“Esse trabalho é um convite para olhar de frente as sombras do mundo e de si mesmo, mas também para encontrar possibilidades de transformação em meio ao caos”, afirmou Tiago Carteano, baterista e membro fundador da banda.
Musicalmente, o disco transita entre a brutalidade dos riffs e a melancolia de solos melódicos, traduzindo as tensões do mundo atual. A sonoridade não apenas reflete a realidade distópica de nossa época, mas também traz nuances de esperança e resiliência, transmitindo a mensagem de que há caminhos possíveis para superar os desafios.
Abaixo está a capa, o tracklist, assim como o link para audição completa de “Enemy Within”.
Tracklist:
- (Intro) Green Mile
- Trajectory
- Chimera Threat
- (Preface) Revelation
- Dark Skies
- The Pied Piper
- The Future…“Can Not Be Programmed”
- Enemy Within
- Self Divided
“Gravamos tudo em tempo recorde e estamos ansiosos para mostrar toda a evolução sonora da banda, com novas peças que se encaixaram e deram uma nova vibe ao time. Tudo se alinhou: músicas, letras, membros, produção… O negócio ficou muito sério, pesado e brutal (risos)”, finalizou Tiago.
Identidade musical
Com “Enemy Within”, a Sophie’s Threat encontrou sua verdadeira identidade musical, reafirmando-se como um dos nomes mais promissores do Metal nacional. O álbum não oferece apenas música pesada, mas uma experiência visceral, emocional e inteligente, ao mesmo tempo em que explora a evolução do Death Metal melódico ao longo dos anos.
Como primeiro videoclipe, a banda lançou “Chimera Threat”, terceiro single extraído de “Enemy Within”, pois essa faixa se destaca por conta da sonoridade brutal e pela narrativa distópica. Ela soa como o prenúncio de uma catástrofe: é o grito de um monstro forjado pela ambição humana, que retorna para confrontar seu criador. A letra mergulha em temas sombrios como experimentos científicos sem ética, usando a figura da quimera como metáfora da consequência de ações desumanas — especialmente no tratamento cruel de animais em laboratório.
Assista “Chimera Threat”:
Com riffs pesados, batidas intensas e um videoclipe sombrio gravado no Rising Power Studios, a produção dirigida por Michel Villares (MeH Studios) — que também participa do videoclipe — entrega mais do que um impacto visual: ela provoca uma reflexão urgente: o que acontece quando a ciência ultrapassa os limites da compaixão?
Fundindo influências vibrantes do melhor do estilo entre 2009 e 2024, a banda cria uma obra que resgata e reinventa o gênero.
No momento, a banda está em busca de um segundo guitarrista e já tem marcado muitos shows ainda no primeiro semestre.
Para fãs de: Arch Enemy, Testament, Sepultura, Carcass, Annihilator, Jinjer, In Flames, Scar Symmetry, assim como Dark Tranquility, entre outros.
Formação Atual
- Felícia Andrade (vocal)
- Ricardo Oliveira (guitarra)
- Guilherme Nemeth (baixo)
- Tiago Carteano (bateria)
Discografia
- “Infernal Manipulation” (Single/2022)
- “Suicidal God” (Single/2022)
- “Speaking Of The Devil” (Single/2022)
- “Poison” (Single/2023)
- “Phase One” (EP/2023)
- “Infernal Remanipulation” (Single/2024)
- “Self Divided” (Single/2024)
- “The Future” (Single/2024)
- “Enemy Within” (Álbum/2024)