O Savatage está na etapa europeia da sua turnê mundial após o anúncio do seu retorno aos palcos em outubro do ano passado. Dessa vez, a banda se apesentou no Alcatraz em Milão, Itália, na última terça-feira (24). Os dois primeiros shows do retorno do Savatage aconteceram no Brasil, em São Paulo, no Monsters of Rock (19/04) e no Espaço Unimed (21/04) ao lado do Opeth.
O setlist tocado pela banda em Milão foi o seguinte:
- Welcome
- Jesus Saves 2:31
- Sirens 6:45
- Another Way 10:32
- The Wake Of Magellan 15:06
- This Is The Time 20:57
- Strange Wings 26:14
- The Storm 30:15
- All That I Bleed 35:28
- Handful Of Rain 40:02
- Chance 45:39
- Starlight / I Am / Mozart And Madness 53:45
- Dead Winter Dead 1:04:23
- The Hourglass 1:08:44
- Believe 1:15:38
- Gutter Ballet 1:21:35
- Edge Of Thorns 1:28:16
- Power Of The Night 1:34:01
- Hall Of The Mountain King 1:38:42
Em uma entrevista recente ao MetalAsylum.net, o guitarrista Chris Caffery, comentou sobre como se sentiu ao retornar à América Latina com o Savatage após tantos anos:
“Senti falta dessa fase da minha vida. Foi algo sempre muito especial. Não que eu não ame a TSO [Trans-Siberian Orchestra] ou as outras coisas que fiz. Há algo no Savatage que realmente ocupa uma grande parte do meu coração e alma. Então, com isso acabado, acho que sempre procurei por algo ou via os festivais e fazia os shows que fazia com a Doro e outras bandas, e sempre fiquei feliz por ela estar tocando, mas, no fundo, eu pensava: ‘Eu realmente gostaria que minha banda tocasse novamente’. E agora que estamos, há uma uniformidade. Acho que as coisas se conectam muito bem. Mesmo quando as coisas ruins acontecem na vida e os desafios, se você tem esse tipo de coisa — eu nem sei como chamar… É algo que mantém sua energia para te ajudar a lidar com as coisas que podem não ser as mais perfeitas no momento. E ter o Savatage de volta na minha vida tem sido como uma muleta, é talvez o que eu esteja procurando, que está me ajudando a realmente focar em me manter firme nisso. Porque as coisas podem ficar muito difíceis e às vezes você pode meio que desmoronar e acabar ficando desleixado no que faz. E comigo, o Savatage está me fazendo concentrar em realmente me esforçar para ser o melhor que posso ser nisso. Mas também está me garantindo que eu me concentre em tudo o mais que estou fazendo com muita força, porque tenho tanta coisa acontecendo e quero ter certeza de que estou cuidando de mim, da minha família e de todas as pessoas para quem estou trabalhando. Eu não… Não quero decepcionar ninguém. Então, como eu disse, Savatage é aquela pequena âncora no meio agora que eu estava perdendo.
Subimos naquele palco para o primeiro show, e parte de mim sentiu como se nunca tivesse saído. Olhei para Johnny e para Zak e pensei: ‘Faz muito tempo, mas esses são meus irmãos e esta é a minha banda.’ E isso foi uma parte tão grande da minha vida desde 1987, que eu tenho sido parte dessa família. E como eu disse, eu amo o TSO e sou abençoado por fazer parte disso. É uma das turnês e bandas mais incríveis que já existiu. Eu nem consigo colocar em palavras. Mas há algo sobre o Savatage que é a criança em mim. E é como se os pais sempre estivessem indo para o hotel resort de luxo, mas o Savatage é como voltar para a Disney World. [Risos] É como se eu pudesse ir na Space Mountain, e é divertido. Não é que as outras coisas não sejam, mas quando você está na frente de 40, 50.000 pessoas e começa “Hall Of The Mountain King”, há uma emoção que você sente que é tão divertido. E você os assiste e está tocando aquelas músicas. E essas músicas são tão boas e são tão poderosas. É quando eu sinto como quando assisti ao Scorpions, quando eles abriram o show com “Coming Home”, eu me apaixonei pela música imediatamente. Era exatamente como eu me sentia estando no palco a cada segundo.”
Assista ao show na íntegra: