O Savatage retornou oficialmente aos palcos em 19 de abril de 2024 no Monsters of Rock Brasil, e no dia 21 de abril a banda subiu ao palco do espaço Unimed em São Paulo, e fez a alegria de tantos fãs nostálgicos que esperaram anos por esse momento. Fãs emocionados não só no Brasil, mas em diversas partes do mundo que assistiram aos vídeos pela internet também compartilharam o sentimento de ver seus ídolos de volta à atividade.
Em uma nova entrevista com a Eonmusic durante o Hellfest 2025 em Clisson, França, o baixista Johnny Lee Middleton, falou sobre a decisão de retornar aos palcos começando pela América do Sul e seguindo para a Europa:
“Depois [do show de reunião único do SAVATAGE no festival Wacken Open Air em Wacken, Alemanha em 2015], nós meio que tomamos a decisão de colocar a banda de volta na estrada. Então a COVID chegou, então tivemos outro empecilho, e então Jon teve alguns problemas de saúde, e esse foi outro contratempo, e chegamos ao ponto agora em que é tipo, é hora de fazer isso, então aqui estamos.”
O guitarrista Chris Caffery também comentou:
“É especial, e você percebe isso quando vê essas pessoas que vêm aos shows e destacam como o SAVATAGE mudou ou salvou suas vidas, e elas vêm nos ver da Síria ou de qualquer outro lugar, do mundo todo. Paul [O’Neill , falecido produtor e compositor do SAVATAGE] nos disse há muito tempo: ‘É fácil escrever uma música sobre um carro e uma garota, mas não é fácil escrever uma música que possa mudar a vida de alguém’. E eu nunca entendi exatamente o quão poderoso isso era até que essas pessoas viessem até nós e dissessem isso.”
Johnny Lee Middleton abordou as dificuldades pelas quais a banda teve que passar ao longo dos anos, incluindo as perdas de Chriss Oliva e Paul O’Neil:
“Bem, esta banda já passou por todos os tipos de tragédias. Criss era meu melhor amigo. Fui eu quem recebeu a batida na porta do policial estadual me avisando sobre a morte do Criss, então passamos por muita coisa, cara. Mas a música que foi criada com Jon, Criss, Paul e o resto de nós é atemporal.”
Johnny se aprofundou mais em seu relacionamento com Criss Oliva:
“É, eu e o Criss éramos como irmãos, cara. Ele morava do outro lado da rua. A gente ficava junto o tempo todo, e eu ainda não superei isso. Isso ainda me machuca, cara. Como eu disse, essa banda passou por muitas tragédias — abuso de drogas, tudo o que você imaginar, nós passamos por isso, e a música nos ajudou a superar isso, e nós sobrevivemos.”