História
Em meio ao caos, surge o Sacrifix
No meio da pandemia de coronavírus, o multi-instrumentista Frank Gasparotto (ex-Anthares, ex-Goatlove, ex-Kamboja, ex-Masmorra, ex-Spiritual Hate) tirou da gaveta seu mais novo projeto de Old School Thrash Metal: o Sacrifix. O álbum de estreia, intitulado “World Decay 19”, teve todos os instrumentos e vocais gravados e produzidos por Frank no North Greenhouse Studios, em São Paulo/SP. A mixagem ficou a cargo do experiente músico e produtor Marco Nunes (Chaosfear, ex-Goatlove), que já trabalhou com bandas como Genocídio, Goatlove, Chaosfear e Masmorra.
“Em meio ao cenário caótico da pandemia em que vivemos, nada melhor do que tocar Thrash Metal com sangue nos olhos!”, comentou Frank.
“World Decay 19” conta com sete faixas intensas (e uma introdução) do mais puro, visceral, cru e old school Thrash Metal, repletas de influências dos primórdios de grandes nomes do estilo, como Sodom, Slayer, Testament, Exodus, Megadeth, assim como Kreator e outras. Suas letras abordam temas característicos do gênero, como guerra, ocultismo, críticas sociais, questões existenciais e violência.
Para completar a formação da banda, após a finalização do álbum, Frank convidou seus amigos e antigos parceiros dos tempos de Infamous Glory, Kexo (baixo) e Gustavo Piza (bateria), transformando o Sacrifix em um trio. No entanto, o grupo ainda buscava por um segundo guitarrista para completar a formação ideal.
Thrash Metal bem representado – “World Decay 19”
Em dezembro de 2020, foi lançado o primeiro single extraído de “World Decay 19”, a faixa que dá nome à banda, “Sacrifix”. O single chegou a todas as plataformas digitais de streaming, assim como ganhou um vídeo no formato “collab”, disponível tanto no canal oficial da banda quanto em diversos festivais online.
Confira o single/vídeo de “Sacrifix”:
Após fechar parceria com as gravadoras brasileiras especializadas em lançamentos de Death e Thrash Metal, Thrash Or Die Records e Rapture Records, o tão aguardado álbum de estreia “World Decay 19” foi finalmente lançado em 14 de abril de 2021, nos formatos digital e CD físico.
Antes disso, o segundo single do álbum, “Escape”, foi disponibilizado no formato “visualizer” através do canal do YouTube da gravadora Thrash Or Die Records.
Confira o single “Escape”:
O capa e o tracklist de “World Decay 19” é:
Produção por Frank Gasparotto
Mixagem por Marco Nunes
- Intro
- Let Him Die
- Living Hell
- Sacrifix
- Pain
- Escape
- Evil Games (Angel Witch cover)
- World Decay 19
Ouça “World Decay 19”:
Repercussão e próximos passos
Com “World Decay 19” lançado e inegavelmente sendo bem recebido pelos fãs do estilo, além de elogiado pela imprensa mundial, o álbum conquistou excelentes críticas por resgatar a essência do Thrash Metal oitentista com energia, técnica e agressividade. Devido às restrições da pandemia, a banda participou de vários festivais online.
Confira o teaser de “World Decay 19”:
Para manter as atividades da banda em ritmo constante, foi lançado como terceiro single a caótica faixa “Living Hell”, em formato lyric video, com criação e produção de Raoni Joseph Multimidia (@rjmultimidia). Com toda a certeza, a escolha da música não poderia ter sido mais apropriada, refletindo o verdadeiro caos que a humanidade enfrenta nas últimas décadas.
O meio ambiente “respira” por aparelhos devido à poluição desenfreada, enquanto guerras, vírus, bactérias e doenças devastadoras ceifam bilhões de vidas. Governantes preocupam-se apenas com seu próprio enriquecimento, enquanto a população sofre, encarando um futuro cada vez mais sombrio, alarmante e sem esperanças.
Assista “Living In Hell” (Lyric Video):
Na sequência, “Let Him Die” foi escolhida como o quarto single e inclusive ganhou um videoclipe caseiro. A faixa conta uma história chocante sobre alguém que vive uma vida baseada em suas próprias mentiras, ao passo que o suicídio se transforme em algo iminente — e ninguém se importa.
Divulgação massiva
O videoclipe, que já apresenta a banda completa, foi filmado durante a pandemia. Por essa razão, Kexo (baixo) gravou suas cenas em sua própria sala, enquanto Gustavo Piza (bateria) e Frank Gasparotto (vocal/guitarra) registraram suas performances no Rocks Studio, em São Paulo. A edição ficou a cargo de Rafael Pacheco (Metal Vrau). O lançamento aconteceu em agosto, durante o festival filantrópico do site Metal Na Lata.
Assista “Let Him Die”:
No final de novembro, a banda realizou seu primeiro ensaio presencial completo no Rocks Studio, em São Paulo, reunindo todos os músicos. Sendo assim, dessa sessão, surgiu a gravação do videoclipe da faixa-título “World Decay 19”, filmado por Fábio Hoffmann (Hard Ön) e produzido por Frank Gasparotto. O clipe – também caseiro – foi lançado com exclusividade no festival online europeu UNP Online Fest.
Somente em janeiro de 2022, “World Decay 19” foi disponibilizado oficialmente no canal da banda no YouTube. Dessa forma, Frank Gasparotto, Kexo e Gustavo Piza encerraram o ciclo de promoção e divulgação do álbum de estreia.
Assista “World Decay 19”:
O limite do Thrash!?
Seguindo com a missão de propagar o bom e velho Thrash Metal, Frank Gasparotto iniciou as composições do sucessor de “World Decay 19”, com o intuito de lança-lo no segundo semestre de 2023. Como prévia do que estaria por vir, em março, a banda apresentou “The Limit Of Thrash”, um EP independente com três faixas, sem dúvida disponível em todas as plataformas digitais.
Mixagem e Masterização por Marco Nunes
Ouça “The Limit Of Thrash”:
- Thrash Again
- No Limite da Força (Anthares Cover)
- World Decay 19 (Demo)
Frank Gasparotto comenta:
“A faixa inédita ‘Thrash Again’ mostra uma energia bruta, sem piedade, para aqueles que têm ouvidos infiéis ao Thrash Metal. Por outro lado, é também uma espécie de evolução nas partes técnicas e arranjos de guitarras. É um Thrash Metal típico dos anos 80, rápido e cativante, com letra cheia de citações que um fã de Thrash reconhece rapidamente. O riff inicial foi tirado de uma música que eu compus em 1995 e que foi gravada por uma banda chamada Maniac, da qual eu fazia parte junto com Kexo e outro cara naquela época. Esse riff ficou na minha cabeça por anos, então tive que tentar novamente com Sacrifix. Seu título original era Metal Banger’s Way, com uma letra diferente, mas eu a reescrevi, adicionando novas partes. É um bom exemplo do que virá a seguir no novo álbum do Sacrifix.”
“Sobre “No Limite da Força”, é também uma faixa inédita e um cover da banda clássica brasileira de Speed/Thrash Metal Anthares. Eu queria prestar homenagem a uma das bandas brasileiras que mais gosto e da qual também tive o prazer de fazer parte como cantor quando eles voltaram às atividades em 2004/2005. Esta música é minha faixa favorita do álbum homônimo que lançaram em 1987, e eu adorei cantá-la ao vivo. Um dia, eu liguei para o Maurício (guitarra/Anthares) e perguntei se eu poderia gravá-la. Ele conversou com os outros caras da banda e todos concordaram que seria ótimo, então aqui está”, ele concluiu.
“World Decay 19 (Demo)” nada mais é do que uma versão crua, com apenas uma guitarra, sem efeitos e sem edições, gravada enquanto Frank ainda estava compondo o primeiro álbum. Basicamente, é a versão final, mas sem produção, mixagem e masterização.
Após a pré-estreia do novo videoclipe de “Thrash Again” no festival online internacional Cultura Em Peso Fest, realizado no dia 4 de junho, a banda lançou-o oficialmente em seu canal no YouTube.
Assista “Thrash Again”:
Democracia violentada!
Seguindo o lançamento de “The Limit Of Thrash”, o Sacrifix continuou a compor e produzir. No início de agosto, a banda soltou “Raped Democracy”, novo single que depois adentrou o próximo trabalho. Para tornar esse lançamento ainda mais especial, foram convidados os grandes músicos e amigos Murillo Leite (vocal/Genocídio) e Maurício Amaral (guitarra/Anthares). Desse modo, a produção ficou a cargo de Frank Gasparotto, com mixagem e masterização de Marco Nunes.
Ouça “Raped Democracy”:
Nas palavras de Frank Gasparotto, “Raped Democracy” é um Thrash Metal agressivo, direto e sem rodeios, que aborda os tempos sombrios da ditadura, que, inesperadamente, voltaram a nos assombrar nos dias de hoje.
“Há quem defenda que a tortura e a opressão sejam o melhor caminho, mas nós temos total desprezo por essas ideias e pessoas”, comentou.
A temática da música foi inspirada em relatos da jornalista Miriam Leitão sobre o horror que sofreu naquela época, algo que nunca devemos permitir que se repita. A arte da capa foi criada por Frank Gasparotto e é uma montagem da foto tirada pelo jornalista Vladimir Herzog, a saber, morto no DOI-CODI em São Paulo. A ironia disso é que Herzog nasceu na antiga Iugoslávia e sua família se mudou para o Brasil com o intuito de fugir do regime nazista. A causa oficial da morte foi suicídio.
“Foi um imenso prazer ter participado dessa gravação! Meu solo foi um desafio interessante, e ainda por cima fizemos uma Live Session para um vídeo gravado ao vivo no estúdio, que em breve será lançado. Com certeza, o Sacrifix ainda vai apresentar muita coisa legal e de qualidade para nós, headbangers”, comentou Maurício Amaral.
“Thrashão de primeira linha! Fiquei extremamente honrado pelo convite e igualmente contente com o resultado dessa parceria. Longa vida ao Sacrifix!”, finalizou Murillo Leite.
Após uma excelente recepção do single, um lyric video para “Raped Democracy”, trazendo imagens perturbadoras da ditadura, foi lançado em novembro.
Assista “Raped Democracy” (Lyric Video):
Produção por Marcelo Silva (@marlosilvamd)
Frank Gasparotto, sobre sua busca por imagens para o novo lyric video, comentou:
“Tentei resgatar imagens que traduzem o sentimento de angústia e repressão presentes a todo momento em que as pessoas tentavam se manifestar ou manifestar sua arte contra o regime. Um autoritarismo presente e violento, sem chance de contestação.”
Ligando a máquina de triturar!
“Raped Democracy” e uma versão retrabalhada para a faixa “Thrash Again”, lançada anteriormente no EP “The Limit Of Thrash”, são duas das faixas que estariam presentes no novo lançamento. Enquanto o novo álbum, agora intitulado “Killing Machine”, estava sendo preparado, a banda soltou, em abril de 2023, outro single contendo duas faixas inéditas: a faixa título “Killing Machine” e “Mundo Nojento”, mostrando um lado ainda mais brutal, perturbador e caótico!
Mixagem e masterização no Tori Studios por Marco Nunes (@marconunestoristudios)
Layout de capa por Johnny Z
Frank Gasparotto (vocal/guitarra) comentou sobre a faixa título, dizendo:
“Essa música aborda a história de um serial killer fictício, onde sua sede de matar é insaciável. Um tema mais Thrash do que isso é impossível (risos)!”
Já “Mundo Nojento”, a segunda música da carreira do Sacrifix cantada em português – a primeira foi “No Limite da Força”, cover do Anthares – tem um tema focado na crítica à futilidade e banalidade do mundo atual, sobretudo, dominado por trivialidades de tiktokers, influencers e coachs dos mais diversos. O músico explica:
“Pessoas que consomem esse tipo de baboseira entram na enorme estatística do ‘emburrecimento’ em massa, que se torna cada vez mais forte e presente na nossa sociedade.”
Ouça “Killing Machine” e “Mundo Nojento”:
Evolução musical sem perder a essência
Após o lançamento deste single, a banda se concentrou na busca por selos e distribuidores para o lançamento do tão aguardado segundo álbum. Após uma longa procura, a busca finalmente teve fim em julho, com uma parceria entre os selos Impaled Records, Sangue Underground Records, Gerunda Produções, Artes Negras, Rocketz Records, Cossoco Records e Gate Of Doom Records.
No dia 19 de agosto, “Killing Machine”, composto e gravado no primeiro semestre de 2022, foi lançado em todas as plataformas digitais e também em CD físico. Seguindo os mesmos moldes de seu antecessor, “Killing Machine” trouxe nítidas evoluções em relação ao super elogiado “World Decay 19” (2020), apresentando riffs mais encorpados e robustos, solos mais inspirados e estruturados e, principalmente, o uso de camadas vocais ainda mais agressivas e rasgadas.
Mixagem e Masterização no Tori Studios/SP por Marco Nunes (@marconunestoristudios)
Arte de capa por Alcides Burn (Burn Art Works – @alcidesburn)
Ouça “Killing Machine”:
- Age of Doom (Intro) | Killing Machine
- Guided By God *
- Reality Is Lost
- March To Kill
- Ancient Aggression
- Raped Democracy **
- Dark Zone
- Thrash Again
- Rotten
* Marco Nunes na guitarra (introdução do segundo solo)
**Murillo Leite (Genocídio) nos vocais e Maurício Amaral (Anthares) na guitarra (segundo solo)
Diversificando a temática
Conforme os dois brutais singles que antecederam esse lançamento, “Raped Democracy” (2022) e “Killing Machine” (2023), sendo esse último contando com uma faixa exclusiva inédita chamada “Mundo Nojento” – que não faz parte do álbum -, “Killing Machine” recebeu notoriedade como um material ainda mais técnico, pesado, visceral e violento em relação a tudo que a banda fez anteriormente.
A temática abordada no álbum chegou nitidamente mais diversificada em relação ao anterior, abordando temas como assassinos seriais, ficção, violência, sociedade perdida em caos, assim como religião (fé cega), tudo adornado por críticas sempre contra o meio podre e dilacerado pela ganância onde vivemos.
Frank Gasparotto comentou sobre a temática dizendo:
“Tentei realmente expandir o caos dessa vez. Por exemplo, a letra da faixa ‘Ancient Aggression’ foi inspirada em uma série da Netflix chamada ‘O Escolhido’, que conta a história de fé cega em um profeta que, aparentemente, cura as pessoas e mantém a paz na aldeia onde vivem, mas na verdade não é bem assim.”
Sobre sua produção, mixagem e masterização por Marco Nunes, Frank optou por manter como o álbum anterior:
“O Marco Nunes além de ser um grande amigo, é um exímio profissional e um dos melhores produtores do metal atualmente, então para quê mexer em time que está ganhando? (risos). Além disso, confesso que ter nesse álbum as brilhantes participações dos grandes músicos da cena, e meus amigos, Murillo Leite (Genocídio) e Maurício Amaral (Anthares), foi como entrar em campo com mais atacantes (risos)”.
Mudanças na formação
Após o lançamento de “Killing Machine”, alguns shows foram realizados. No entanto, Kexo e Gustavo Piza optaram por deixar a banda devido a outros compromissos profissionais. Isso culminou na entrada dos músicos Diego Domingos (na segunda guitarra), Filippe Tonini (baixo) e Fábio Moysés (bateria), que estrearam oficialmente com a gravação do primeiro videoclipe profissional e oficial da banda, a inegavelmente agressiva “Rotten”.
Assista “Rotten”:
Gravado no Instituto Cultural Bolivia Rock, em São Paulo/SP
Em paralelo aos shows, a banda aproveitou a coesão, sinergia e química da nova formação para dar início à composição de novo material. A primeira criação coletiva recebeu o nome de “Let’s Thrash”.
“Agora sim estamos revigorados e estabilizados em todos os sentidos”, comentou Frank Gasparotto, refletindo o espírito renovado da banda.
Let’s Thrash!
Layout e Contra-Capa por Johnny Z
A letra é uma ode apaixonada ao Thrash Metal clássico.
“Pode soar clichê, mas não ligamos, pois só quem é do ramo entende o sentimento de tocar e curtir o estilo”, explicou.
Com vocais convidados de Pedro Zupo (Living Metal) e “gang vocals” no melhor estilo D.R.I. e S.O.D., a versão de “Let’s Thrash” foi lançada em fevereiro de 2025, em formato EP homônimo. Além da nova composição, esse lançamento digital e físico apresenta gravações ao vivo feitas em ensaio de faixas do repertório da banda, dessa forma, mostrando como as músicas antigas soam com a atual formação. Vale ressaltar que, na versão limitadíssima em CD, “Let’s Thrash” traz uma introdução inusitada que, segundo os integrantes:
“com certeza fará todos dançarem… ou não” (risos).
Ouça “Let’s Thrash”:
- Let’s Thrash (New Song)
- Sacrifix
- Raped Democracy
- Rotten
- Mundo Nojento
- Let’s Thrash
Gravado no Tori Studios (Diadema/SP) e com ensaios registrados no Armazém Studio (São Paulo/SP), o EP foi produzido pela banda em parceria com Marco Nunes, que também assinou a mixagem assim como a masterização de todos os lançamentos do Sacrifix.
Com sua abordagem pesada, caótica e avassaladora, o Sacrifix certamente reforçou seu compromisso com o Thrash Metal mais puro e bruto.
“Let’s Thrash” serve como um prelúdio para o terceiro álbum da banda, previsto para o final de 2025. Este novo trabalho seguirá a linha dos lançamentos anteriores, mas com uma abordagem ainda mais técnica, destacando as guitarras afiadas e as levadas intrigantes de bateria, refletindo as experiências individuais dos músicos.
De acordo com a premissa da criação do Sacrifix em 2020, o som da banda é e sempre será old school, pesado, caótico, cruel e avassalador.
“Viemos para, além de respeitar os primórdios do Thrash Metal, perturbar o sono dos modistas e separar os adultos das crianças”, finaliza Frank.
Mais Informações
O Sacrifix não pretende ser apenas “mais uma” banda no vasto universo do Thrash Metal em nosso país. Seu objetivo é mostrar como fazer o estilo da forma mais intensa, vigorosa e violenta possível, mas respeitando os primórdios do gênero, sem frescuras ou estrelismos.
Seu som é totalmente baseado na crueza e rispidez do lado mais clássico do Thrash Metal, sem invencionismos e inclusive com letras que abordam temas como guerras, ocultismo, crítica social, questões existenciais, religião e violência. Enquanto o Sacrifix existir, o Old Fuckin’ School Thrash Metal SEM FRESCURA será despejado no mundo!
Fique ligado!
Discografia:
- “World Decay 19” (Álbum/2021)
- “The Limit Of Thrash” (EP/2022)
- “Raped Democracy” (Single/2022)
- “Killing Machine” (Single/2023)
- “Killing Machine” (Album/2023)
- “Let’s Thrash” (EP/2025)
Formação atual:
- Frank Gasparotto – Vocal/Guitarra
- Diego Domingos – Guitarra
- Filippe Tonini – Baixo
- Fábio Moysés – Bateria
Ouça Sacrifix em:
Spotify
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