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Primal Fear: segundo Mat Sinner, vacina contra a Covid quase o matou, veja o relato

Reprodução/Divulgação

O Primal Fear, renomada banda alemã de Heavy/Power Metal, foi alvo de muitas notícias importantes nos últimos meses. No final do ano passado o grupo teve que remodelar toda a sua formação por conta de uma verdadeira debandada. Depois da saída dos guitarristas Alex Beyrodt e Tom Naumann, do baterista Michael Ehré, bem como do baixista Alex Jansen, os membros remanescentes Ralf Scheepers e Mat Sinner, precisaram correr contra o tempo para manter a banda em atividade.

A resposta foi bastante rápida e efetiva, já que poucos dias depois, os novos integrantes foram anunciados. Hoje, o Primal Fear conta com Ralf nos vocais, Mat Sinner no baixo, Thalìa Bellazecca e Magnus Karlsson nas guitarras, além de André Hilgers na bateria. O grupo irá lançar “Domination”, o primeiro disco com este lineup no próximo dia 5 de setembro, e duas composições já foram disponibilizadas, “Far Away” e “The Hunter”.

A saúde de Mat Sinner

Acontece que os problemas do Primal Fear começaram bem antes da reformulação. O baixista Mat Sinner enfrentou uma situação inegavelmente grave de saúde em 2021 e, durante o período em que estava em tratamento, não divulgou detalhes. Sabe-se que Sinner ficou entre a vida e a morte e, mesmo depois de “curado”, ele ainda apresenta diversas sequelas.

Em uma nova entrevista ao programa espanhol Stairway To Rock, Mat finalmente explicou o que de fato aconteceu. O baixista teve uma reação adversa extrema à vacina contra a Covid-19 e ficou por cerca de 1 ano sendo tratado em diversos hospitais. Ele comentou o seguinte sobre seu atual estado de saúde:

“Bem, nunca mais será como era antes. Eu tive um ataque cardíaco muito forte após a injeção da COVID. Então, a injeção da COVID destruiu meu coração. Fiquei no hospital por um ano. E no primeiro mês, fiquei em coma. Depois, fiquei paralisado. Não conseguia mover minhas mãos, meus pés. Fui reanimado três vezes. Eu estava morto. Eles me trouxeram de volta à vida. E muito, muito lentamente, algumas partes voltaram. Primeiro, minha voz estava voltando. Minhas mãos estavam se movendo, mas minhas pernas não. Então, fiquei em uma cadeira de rodas por mais tempo. De uma cadeira de rodas com muito treinamento, eu era capaz de andar em uma máquina — o que você realmente vê acontecendo com os idosos. Eu não sei a palavra em inglês, mas você sabe o que quero dizer…

E então, lentamente, lentamente, foi melhorando. E eu conseguia tocar baixo. E eu conseguia compor músicas, mas sentado numa cadeira, mas não estava muito longe de andar num palco neste momento. Mas no último ano fiz um progresso tão bom que algumas coisas voltaram a ser possíveis, o que não era possível há um ano atrás. E quando eu estava deitado ali sozinho, paralisado em algum lugar, meu maior sonho era fazer mais um show.”

Photo: Stefan Haarmann Photography/ Facebook oficial Primal Fear

Questionado se teve algum tipo de visão ou experiência pós-vida no tempo em que esteve em coma, Mat negou:

“Só coisas bobas. Tomei morfina e gostei. Tive alucinações estranhas. Mas aquilo não foi no céu. Não, não. Eu não estava lá. Muitas pessoas dizem: ‘Ah, eu vi Deus’ ou algo assim. Eu não vi nada… Só coisas bobas.”

Se os seus problemas de saúde serviram como inspiração para algumas das letras presentes no novo álbum, ele respondeu:

“Bem, se você ler as letras do novo álbum com muito cuidado, encontrará alguns versos que estão conectados. Mas no próximo álbum, não escrevi sobre isso. Eu olho para o futuro agora. Isso é o mais importante para mim.”

Importante ressaltar a postura responsável de Mat e do Primal Fear em não divulgar os problemas, principalmente, por conta da relação com a vacina. Certamente, tal divulgação teria incentivado mais pessoas a não se vacinarem, sendo que as reações adversas mais fortes afetaram uma porcentagem muito pequena de pessoas.

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