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Pantera: a reunião é válida? (entenda todos os pontos)

Depois que a reunião do Pantera para shows em 2023 foi anunciada, a banda se tornou o assunto do momento dos headbangers nas redes brasileiras e mundiais. Houve muita vibração por parte dos fãs e, como não podia deixar de ser, muita bobagem também está sendo dita sobre este tema. Neste artigo, vamos desmistificar essa tal reunião de uma forma imparcial e sem paixões, espero que isto ajude as pessoas de alguma forma a tratarem a questão de uma maneira mais adulta.

   

Primeiramente, é importante lembrar a todos que o Pantera foi uma das maiores bandas de Metal dos anos 90. Desde o lançamento do clássico “Cowboys From Hell” até a chegada do bom “Reinventing The Steel”, o quarteto texano formado por Phil Anselmo, Dimebag Darrel, Rex Brown e Vinnie Paul, se manteve no auge. O Pantera foi gigantesco e por mais de dez anos tocou para multidões ensandecidas ao redor do mundo, deixando clássicos e mais clássicos em cada um de seus discos. Músicas como “Cemetery Gates”, “Domination”, “Cowboys From Hell”, “Psycho Holiday”, “Mouth For War”, “Walk”, “This Love”, “Fucking Hostile”, “I’m Broken”, “5 Minutes Alone”, “Becoming”, “Drag The Waters”, “War Nerve”, “Revolution Is My Name” e tantas outras, fizeram a alegria de inúmeros amantes da música pesada durante toda uma década. Também é preciso ressaltar que o grupo foi e ainda é a porta de entrada de muita gente para sonoridades mais pesadas e extremas.

PANTERA / Divulgação

Sem a menor dúvida, o Pantera marcou uma geração.

Como toda banda que se torna gigante e adentra o mainstream, o quarteto é cultuado por uma legião de fãs e também detestado por inúmeros headbangers. É uma típica banda que se enquadra na famigerada relação de “ame ou odeie”. E isso se deve a diversos fatores, desde os riffs de Dimebag e a sonoridade mais groovada que os radicais desmerecem até hoje, classificando, pejorativamente, como “pula-pula” e outros adjetivos pouco amigáveis, até as declarações estapafúrdias e episódios esquecíveis envolvendo o polêmico vocalista Phil Anselmo. Mas nada disso é capaz de apagar os feitos do grupo na história e tampouco diminuir a importância dos registros gravados. Em outras palavras, uma reunião do Pantera em 2022 ainda é motivo para fazer grande estardalhaço e, é claro, tem muita gente incomodada com isso.

Vamos falar sobre as principais críticas que estão sendo feitas à respeito do retorno da banda e, sendo assim, aproveito o ensejo para deixar claro que argumentações vazias e que envolvem meramente o “hate pelo hate” nem serão mencionadas. Quem sempre odiou a banda seguiria odiando mesmo que Vinnie e Dime ressuscitassem. E por falar em Vinnie e Dime, vamos começar por eles:

Various portraits & live photographs of the rock band, Pantera. Dimebag Darrell Abbott (Guitar), Philip Anselmo (Vocals), Rex Brown (Bass) & Vinnie Paul (Drums).

SEM VINNIE PAUL E DIMEBAG DARREL, AINDA É UMA REUNIÃO VÁLIDA DO PANTERA?

Depende muito do tipo de análise que você pretende fazer. Se partir para o lado mais sentimental/emocional você pode não aceitar que a banda siga sem os seus dois membros fundadores. Porém, há quem não aceite o Black Sabbath sem Ozzy, o Sepultura sem os irmãos Cavalera ou o Accept sem UDO. O fato é que todas estas bandas seguiram em frente, independente, de uma parcela dos fãs aceitar ou não.

Ainda sobre a questão dos irmãos Abbot terem sido os fundadores, devo lembrar que mais uma vez esta não é uma questão objetiva, já que o Pantera só decolou de fato após a entrada do vocalista Phil Anselmo. Os discos relevantes foram gravados com Phil integrando o line-up e quando o mesmo resolveu abandonar o barco a banda simplesmente acabou. Não estou desmerecendo a criação dos irmãos Abbot, mas apenas lembrando que a banda era uma sem ele e se tornou outra com a presença do cantor. Sem Phil, o Pantera era uma banda comum de Hard/Glam que não tinha ganhado qualquer prestígio. Após a entrada de Phil, se tornou um gigante da música pesada e com participação ativa do vocalista nas composições.

PANTERA / Reprodução / Facebook

Alguns tem levantado ainda a questão sobre as brigas internas e a postura de Vinnie Paul perante Phil. Até o fim da vida, Vinnie Paul jamais perdoou o frontman por suas declarações e nunca sequer cogitou a possibilidade de subir no palco novamente com o cantor. Para Vinnie, o Pantera foi enterrado junto com seu irmão e nada foi capaz de persuadi-lo do contrário. Este é um ponto realmente mais delicado e dá para entender o fã que possui esta mesma visão, até porque Anselmo foi o grande responsável pelo encerramento das atividades do grupo e depois ainda houve o infeliz episódio onde ele declarou que Dime “merecia ser espancado”. A declaração ocorreu algumas semanas antes do assassinato do guitarrista em um show do Damageplan e, na cabeça de Vinnie Paul, as falas de Phil contribuíram para que a tragédia acontecesse.

O retorno do Pantera sempre gerou grande especulação em toda a mídia especializada e, mesmo com Vinnie Paul vivo, o assunto sempre retornava de tempos em tempos. Phil Anselmo gravou inúmeros vídeos se desculpando por suas falas, declarou amor aos irmãos e tentou se reaproximar de muitas formas, mas Vinnie foi irredutível até o final. A reconciliação jamais ocorreu e provavelmente não veríamos o Pantera em ação novamente caso os irmãos Abbot estivessem vivos.

PANTERA / Reprodução / Facebook

Mas eles não estão…

SENDO ASSIM, O QUE PRECISAMOS QUESTIONAR E ENTENDER DE FATO É: QUEM ERAM OS DETENTORES DO NOME PANTERA?

As leis são claras quanto ao uso indevido de uma logomarca, portanto, qualquer discurso emocionado sobre Phil Anselmo estar roubando ou tomando para si o nome Pantera de alguma forma ilícita, não passa de delírio. As coisas não funcionam desta forma.

O que aconteceu neste caso é algo bastante corriqueiro no mundo dos negócios. Alguém criou uma marca (no caso, os irmãos Abbot), esta marca foi consolidada e gerou valor de mercado e, por algum motivo, os irmãos resolveram vender os direitos desta marca para uma empresa. Quem comprou os direitos sobre a marca Pantera pode usá-la como bem entender. Ao que tudo indica, parece que a Artist Group International era a detentora da marca e ofereceu um contrato aos dois membros remanescentes (Phil e Rex) para a realização de uma turnê norte americana em 2023 ao lado do guitarrista Zakk Wylde e do baterista Charlie Benante.

Vejam bem, se o nome Pantera estivesse realmente sob a posse de algum dos irmãos Abbot, após suas respectivas mortes este nome passaria a pertencer aos seus herdeiros e estes poderiam escolher se aceitariam ou não que Phil e Rex usassem a marca. Mas se o nome pertence a uma empresa não ligada aos irmãos, isso indica que alguma negociação foi feita com Dime ou, provavelmente, Vinnie ainda em vida e ambos ou ao menos um dos dois capitalizou alguma quantia generosa ao ceder os direitos. Logo, não há nada de errado em Phil Anselmo e Rex Brown se apresentarem ao lado de Wylde e Benante ostentando o nome Pantera.

PANTERA / New LIne Up / Reprodução

Legalmente, tudo está correto com relação a isto.

   

Vai de você, caro amigo leitor e fã, escolher se vale a pena assistir a banda sem Vinnie e Dime ou não.

Uma última questão que está sendo levantada é com relação as performances vocais de Phil. Há alguns anos o músico parecia não ser mais capaz de cantar as músicas do Pantera com a competência necessária.

SERÁ QUE ISSO MUDOU?

Bem, como noticiado aqui no site do Mundo Metal, o vocalista fez uma turnê recentemente tocando um setlist contendo apenas canções do Pantera. Para aqueles que estavam céticos em relação a capacidade de Phil, deixamos as imagens abaixo falarem por si:

Redigido por: Fabio Reis

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Comentários

  1. Phil está mais velho, fora de forma e com cara de estar sempre com ressaca!!!!Não tem mais aquele ¨feeling¨de antigamente, fato!!!! Melhor tocar músicas do Pantera sem feeling do que nada, fato!!!!! valeu

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