O guitarrista do Metallica, Kirk Hammett, revelou qual é o álbum onde ele apresentou a sua melhor performance de guitarra e, houve uma época em que ele acreditava que sua performance estava perfeita. Segundo Kirk, o solos deste disco praticamente “se escreveram sozinhos”. Em uma nova entrevista à Metal Hammer, ele declarou:
“É estranho, porque minha opinião sobre isso muda o tempo todo. Eu não fico sentado ouvindo Metallica, então às vezes toca alguma coisa e eu fico tipo, ‘Não ouço isso há uns cinco anos. Esqueci desse som.’ Não olho para o retrovisor com muita frequência. A banda inteira é assim — nós simplesmente seguimos em frente. Qual é a próxima coisa legal que podemos fazer? É simplesmente como somos. Mas eu digo, houve um período em que eu achava que minha execução estava perfeita, e esse período foi o The Black Album [o trabalho homônimo do Metallica de 1991]. Aqueles solos se escreveram sozinhos. Quase todos eles funcionaram instantaneamente.
Houve apenas algumas coisas para as quais eu não estava preparado, e essa foi o solo de ‘The Unforgiven’, que está bem documentado. E o solo de ‘My Friend Of Misery’. Mas como o solo de ‘The Unforgiven’ acabou sendo tão espontâneo, isso me fez querer fazer todos eles assim a partir daquele momento.”
Kirk Hammett já havia falado em entrevistas anteriores, sobre como o solo de “The Unforgiven” mudou a sua forma de abordagem à guitarra principal:
“Não estava acontecendo e então [o produtor] Bob Rock me acusou de não ter feito minha lição de casa. Não sei do que ele estava falando, porque cheguei ao estúdio com todas essas ideias, mas elas simplesmente não funcionaram. Tive que jogar tudo fora. Eu estava completamente nu, sem ideia do que fazer. Bob me disse que tentaria ajustar o som para mim, e quando ele fez isso, realmente ajudou. Eles disseram: ‘Apenas toque’, e eu fiquei tipo, ‘Arrrgh!’. Eu tive talvez um minuto para me colocar em um clima real. Eu só precisava bloquear tudo e mergulhar profundamente nas emoções. Gravamos e eu não sabia o que tocar, mas alguma coisa ia sair… Alguma coisa sempre sai.”