O ex-empresário do Guns N’ Roses de 1986-1991, Alan Niven, refletiu sobre sua conturbada relação de negócios com a fera indomável do Guns, Axl Rose, naquele período. É de conhecimento de todos que o Guns era uma banda bastante caótica devido ao comportamento autodestrutivo e rebeldia de seus integrantes, sobretudo Axl. O empresário trabalhou muito para fazer com que os músicos chegassem ao seu auge criativo, e conseguiu, já que sob sua gestão, o Guns lançou os clássicos “Appetite For Destruction” e “Use Your Illusions”.
Alan Niven revelou em uma nova entrevista ao Louder Sound, que fez um acordo multimilionário para “se ver livre” de Axl Rose. Ele contou que abriu mão de seus direitos de comissão lucrativos apenas para não ter que negociar com o vocalista:
“Paguei milhões para tirar o Axl da minha vida. E aqui está o resultado: eu tinha uma comissão de 17% perpétua. Isso significa que qualquer coisa lançada, masterizada ou negociada durante a vigência do meu contrato era comissionável para sempre.”
Se aprofundando nas circunstâncias que o levaram ao fim de seu trabalho com a banda, ele também revelou detalhes de seu contrato original com o Guns:
“Meu contrato original foi renovado em 89 por mais três anos ou mais. Ele expiraria em 93. Na época em que ele foi renovado, me ofereceram um aumento de 20%. Eu recusei. Axl me demitiu em 91. Isso significa que as vendas de Appetite, …Lies e Use Your Illusions eram todas comissionáveis – para sempre.”
Niven vendeu seus direitos de comissão de volta para a banda por US$ 3,5 milhões:
“Para tirar o Axl da minha vida, vendi os direitos de volta para a banda por US$ 3,5 milhões. Eu não queria negociar com ele de novo. É uma quantia considerável, mas a Geffen só havia pago royalties sobre cerca de cinco milhões de álbuns na época. Imagine quanto eu ainda tinha a ganhar. [Appetite… sozinho vendeu 30 milhões de cópias.]”
Ele acrescentou:
“O acordo que aceitei não chega nem perto do que me era devido e do que eu havia conquistado. E depois de pagar o terço ao fisco, e seus sócios [‘os Irmãos Stravinski’ creditados em Appetite eram Niven e dois sócios ocultos], não é bem a mesma coisa. Mas eu estava muito esgotado e desiludido.”