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Guns N’ Roses: “ele fazia parecer que qualquer um podia se levantar e cantar. Ele era um de nós”, diz Duff McKagan sobre Ozzy

Ozzy Osbourne. CREDIT: Press

O baixista do Guns N’ Roses, Duff McKagan, compartilhou suas memórias sobre Ozzy Osbourne, durante uma nova entrevista ao Louder Sound. Duff comentou sobre os seus primeiros contatos com a música do Black Sabbath:

“O Sabbath estava lá para mim antes do punk. Tínhamos uma rádio FM que tocava faixas inteiras de álbuns novos. Eu ouvia Iron Man e, para uma criança de seis ou sete anos, era tipo: ‘Uau!’. E aí, quando você começa a tocar, pensa: ‘Bem, talvez eu possa tocar isso’. O Sabbath parecia tornar as coisas acessíveis.”

Duff era um jovem punk que tocava covers em suas primeiras bandas, e ele se lembra de sua banda na época, The Fartz, ter tocado “Children of the Grave”:

“The Fartz tocou Children Of The Grave. Isso foi em 1981. Eu tocava bateria na época, mas não tentei as coisas mais elaboradas. Éramos hardcore — só íamos mais rápido. Quando você vai mais rápido, consegue se safar com um monte de coisas.”

Segundo Duff McKagan, o Black Sabbath era uma banda com um espírito punk rock:

“Sem dúvida. Punk rock para mim era fazer o que você queria fazer com verdade e integridade, e isso também era o Sabbath. Eles não davam a mínima. Chegaram ao limite muitas vezes. E não é só punk. Sabbath Bloody Sabbath , quando chega àquele riff grave em D… sem esse riff não tem som de Seattle, não tem desert rock.”

Duff contou como conheceu Ozzy e o Black Sabbath pela pela primeira vez:

“Ozzy, pode ter sido no final dos anos 80 ou início dos anos 90, não sei. Eu tive um período sombrio, do qual não me lembro muito, e ele teve alguns períodos sombrios. O Velvet Revolver fez o Ozzfest e eu pude sair com ele. A gente pensava: ‘A gente saía junto naquela época? Parece que a gente pode ter saído…’

Aí, alguns anos depois, talvez em 2012, recebi uma ligação da Sharon: ‘Você poderia vir aqui e tocar com eles? O Ozzy e o Tony estão no estúdio lá embaixo – o Geezer não está, mas o Tony é foda.’ E eu disse: ‘Espera aí, você quer que eu toque com eles?!’ Eu pude ver a gênese dos riffs do Tony Iommi. Vi o Ozzy rabiscando letras. E aí a gente subia e tomava chá, e eles ficavam falando sobre um professor que tiveram na escola primária. Era muito legal.”

Duff tocou nos dois últimos álbuns de Ozzy, “Ordinary Man” (2020) e “Patient Number 9” (2022):

“Andrew Watt [produtor e guitarrista] me ligou. Ele disse: ‘Cara, estou fazendo um disco do Ozzy, acho que precisamos fazer algo rápido – o Ozzy está pronto’. Então eu, Chad Smith e Watt fomos e gravamos nove músicas em quatro dias. Ouvíamos Black Flag ou Nazareth no caminho para o estúdio, não Ozzy ou Sabbath, só para trazer algo novo. Isso foi Ordinary Man. Escrevemos algumas músicas para o próximo disco também. Foi bem épico. Todos nós fizemos tatuagens de morcegos.”

Questionado se Ozzy era um grande vocalista, Duff McKagan respondeu:

“Ele fazia parecer que qualquer um podia se levantar e cantar. Não que ele não seja um ótimo cantor – ele é. Mas Robert Plant – eu não consigo cantar assim. Mas Ozzy? Ele era um de nós.”

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