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Edu Falaschi: Temple Of Shadows In Concert (Live Review): uma noite a ser lembrada para sempre!

Foto: Anderson Hildebrando @andersonh_fotografia Assessoria de Imprensa: Thiago Rahal Mauro @trmpress

No último dia 05 de Julho (Sábado), o Tokio Marine Hall foi palco de um grande espetáculo proporcionado por Edu Falaschi, em uma noite memorável regada a boa música que ficará marcada na memória deste que vos escreve.

Em dois shows de celebração, estiveram no local o norueguês Roy Khan, ex-vocalista do Kamelot, como co-headliner, e Edu Falaschi, ex-vocalista do Angra como atração principal. No cardápio, os discos “The Black Halo”, sétimo do Kamelot, banda americana de Heavy/Power Metal e o quinto com participação de Khan, e também “Temple Of Shadows”, quinto registro oficial do Angra, e o segundo trabalho sob os vocais de Edu Falaschi. Apenas para constar: ambos os discos completaram vinte anos de seus respectivos lançamentos.

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Assessoria de Imprensa: Thiago Rahal Mauro @trmpress

Ao lado das atrações principais, as bandas Auro Control e Noturnall também estiveram na festa de aniversário, marcando presença com seus shows de abertura.

O início

A abertura ficou por conta do Auro Control, quarteto baiano que faz um Prog/Power de excelente qualidade. Atualmente, eles divulgam “The Harp”, primeiro trabalho da carreira lançado em maio de 2024. O disco teve produção e participação de Thiago Bianchi (Noturnall), além das presenças de Fábio Laguna, Aquiles Priester e Jeff Scott Soto, dentre outros.

Com muita gente ainda chegando ao local, a banda mandou um setlist curto, porém competente e que nitidamente agradou ao público. Apesar de algumas falhas técnicas iniciais que foram sanadas em seguida, o grupo passou bem o seu recado e colheu os louros por isso. Bem recepcionados e com um setlist de aproximadamente 35 minutos de duração, o Auro Control esbanjou competência e carisma. Com isso, deixaram sua marca e a certeza é que a banda fez bonito e saiu do Tokio Marine Hall tendo conquistado alguns novos fãs.

Foto: Anderson Hildebrando @andersonh_fotografia
Assessoria de Imprensa: Thiago Rahal Mauro @trmpress

Em seguida, foi a vez do Noturnall, banda capitaneada pelo vocalista e produtor Thiago Bianchi, dar seu recado em um show cheio de energia e musicalidade ímpar. Contudo, o set foi reduzido por conta dos problemas técnicos que perseguiram a banda. O quarteto até conseguiu driblar algumas das adversidades e entregou um show possível aos fãs que cantaram e vibraram com a banda.

Set encurtado

Os problemas mencionados apareceram na primeira música do setlist, quando o microfone simplesmente se recusou a funcionar, obrigando a banda a reiniciar o show. Apesar de parcialmente sanado, a próxima pedra no sapato foi com relação as guitarras, isso infelizmente prejudicou a apresentação do quarteto que resolveu encurtar o set. A apresentação tinha tudo para ser grandiosa, haja visto a garra e energia que a banda subiu ao palco e a excelente receptividade do público.

Em meio a todas estas adversidades, é preciso enaltecer os trabalhos de Thiago Bianchi. Ele mostrou-se excelente durante o tempo de set, atingindo tons altíssimos, além de agudos impressionantes.

Em “respeito ao público”, palavras de Bianchi, a banda prometeu voltar numa próxima, com a missão de oferecer aos fãs uma apresentação melhor. Apesar das falhas, o público reconheceu que os músicos não tiveram culpa, e no final rolou inclusive um pedido de “mais uma”. Isso acabou não acontecendo por “falta de guitarras”. Em tom humorado, o vocalista brincou e se despediu do público com a seguinte pergunta: “alguém ai tem uma guitarra?”.

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Assessoria de Imprensa: Thiago Rahal Mauro @trmpress

A grande expectativa

Um pequeno intervalo e, em seguida sobe ao palco o norueguês Roy Khan, executando faixas do álbum “The Black Halo”. É preciso deixar claro que este disco é um dos pilares e responsáveis pelo sucesso mundial do grupo americano Kamelot.

Acompanhado e apoiado por músicos do Maestrick, quarteto oriundo de São José Do Rio Preto, que lançou recentemente o excelente “Espresso della vita: Lunare”, além da Orquestra Sinfônica de Artur Nogueira, regida pelo maestro Ricardo Michellino, o músico ofereceu aos fãs presentes um show impecável, memorável, onde interpretou com maestria canções que se tornaram clássicas em sua voz.

Foto: Anderson Hildebrando @andersonh_fotografia
Assessoria de Imprensa: Thiago Rahal Mauro @trmpress

Em uma apresentação que durou aproximadamente 45 minutos, Roy Khan, encantou seus fãs com canções como “When The Lights Are Down”, “Moonlight”, “Soul Society”, “The Haunting (Somewhere in Time)”, “Abandoned”, “Memento Mori” e “March Of Mephisto”, fechando o set em alto estilo. A apresentação nitidamente deixou um gostinho de quero mais para um público que cantou, se emocionou e ao mesmo tempo recebeu em troca palavras carinhosas. Aliás, Khan fez questão de deixar clara sua satisfação em estar de volta ao nosso país.

O show contou com as participações especiais da vocalista Adriene Cowan (Avantasia e Seven Spires) e do guitarrista Bill Hudson (Doro, NorthTale, I Am Morbid).

Mesmo após longos vinte anos, Roy Khan, ainda é dono de uma das mais belas vozes do Heavy/Power Metal, além de excelente peformer e frontman.

PS: vale lembrar que o músico ainda foi “zoado” (carinhosamente) pelo público que entoou o grito de “Olê, olê, olê, olê, careca, careca”. Claro que alguém deve ter explicado isso pra ele depois…

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Assessoria de Imprensa: Thiago Rahal Mauro @trmpress

O grand finale

Por volta das 22h40, com a casa cheia, subiu ao palco o anfitrião Edu Falaschi com sua excepcional banda. Ele deu início a um show grandioso, repleto de hits, surpresas e com qualidade musical absurda.

Acompanhado da mencionada Orquestra Sinfônica de Artur Nogueira, e do maestro Ricardo Michellino, a apresentação que ultrapassou a marca de duas horas de duração, foi sem dúvidas um grande espetáculo. Me arrisco a dizer que daqueles que ficam guardados em nossas memórias para sempre!

Como mencionado no início, o show foi baseado no aniversário de 20 anos de “Temple Of Shadows”, e seguiu exatamente a ordem do disco. Ou seja, desde a introdução “Deus Le Volt!”, até “Late Redemption”, foram 12 músicas tocadas e cantadas em uníssono por cada pessoa que ali estava.

Foto: Anderson Hildebrando @andersonh_fotografia
Assessoria de Imprensa: Thiago Rahal Mauro @trmpress

Vale ressaltar as participações especiais de Kai Hansen em “The Temple Of Hate”, e Adrienne Cowan em “No Pain For The Dead” e “Winds Of Destination”.

Fechamento épico

E já que a noite parecia mais um encontro ou churrasco entre amigos, “The Ancestry”, do álbum “Vera Cruz”, também fez-se presente para a alegria do público que ainda ouviria “Bleeding Heart” do EP “Hunters And Prey”, “Pegasus Fantasy (Saint Seiya)”, faixa conhecida por ser a abertura da animação Cavaleiros do Zodíaco (e mais uma cantada em uníssono), “Rebirth” e “Nova Era”, ambas do álbum “Rebirth”, disco que marcou a estreia de Edu como vocalista do Angra no início do ano 2000.

Tudo indicava que o show teria terminado aqui, porém Edu deixou claro que os fãs presentes mereciam um presente, e este viria em formato de música (claro).

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Assessoria de Imprensa: Thiago Rahal Mauro @trmpress

Foi então que o músico chamou todos os convidados ao palco. Num pequeno discurso, apresentou Kai Hansen como o responsável e o grande culpado (carinhosamente falando) pelo nascimento e ramificação do chamado Metal Melódico (Power Metal). Neste momento, ele anunciou a execução de “I Want Out”, clássico absoluto e um dos grandes hinos do Helloween, banda formada por Hansen.

O resultado? uma grande festa no palco e também fora dele (precisa dizer que a casa quase veio abaixo nesse momento?). Banda, músicos e fãs, definitivamente, celebraram e selaram uma ode ao Heavy Metal, comandados por Edu Falaschi, que é indiscutivelmente um dos grandes músicos do Metal Nacional.

Foto: Anderson Hildebrando @andersonh_fotografia
Assessoria de Imprensa: Thiago Rahal Mauro @trmpress

Saldo positivo

Em uma noite onde a palavra de ordem era “música de qualidade”, Edu Falaschi mostrou que está em ótima forma, cantando muito, e que ainda tem fôlego de sobra para levar sua carreira por longos anos (que assim seja).

Além de grande músico, carismático e simpático, Edu é aquele cara “gente fina”, ou como costumamos dizer, “um gentleman”. Dessa forma, ele brinca, faz piadas consigo próprio (ao dizer que ele é um dos 30 artistas que toca um disco na íntegra) e, claramente, é aquele cara que sabe conduzir uma banda formada por músicos excepcionais.

E por favor não vamos usar aqui a famosa (e desnecessária) frase: “Parecia um show gringo”. Usar frases como esta para descrever um show de um artista brasileiro é parecer que apenas os gringos são bons no que fazem. E como bem sabemos, há bandas de renome, com discografias ímpares, mas que deixam a desejar em suas apresentações ao vivo. O problema é que muitos ainda elogiam usando a hipocrisia como arma ou apenas tentando justificar o alto valor pago no ingresso.

A frase escolhida para um show dessa magnitude, é: “poucos artistas conseguem mostrar uma estrutura grandiosa como esta em seu show”.

Numa seleta lista de grandes artistas brasileiros, Falaschi é, sem dúvidas, um desses grandes nomes. Quem presenciou o espetáculo desta noite, certamente há de concordar comigo.

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Assessoria de Imprensa: Thiago Rahal Mauro @trmpress

Tiveram muitos agradecimentos aos músicos convidados, orquestra, fãs presentes e, até mesmo, a “equipe que organizou todo o trabalho para que artista e banda desempenhassem seus papéis no palco”, enfatizou ele.

Nota do Redator

Além de uma apresentação formidável, Edu ofereceu ao seu público uma experiência musical com estrutura gigantesca, produção primorosa, regada a carisma, respeito, bom humor e, claro, música com padrão de qualidade inquestionável.

Mesmo após um dia de trabalho e quase “sete horas” de pé, retornei pra casa de alma lavada e aquele sorriso largo estampado no rosto em mais um show contabilizado no livrinho dos “inesquecíveis”.

Foto: Anderson Hildebrando @andersonh_fotografia
Assessoria de Imprensa: Thiago Rahal Mauro @trmpress

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