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Duelo Mundo Metal: Accept – fase UDO x fase Mark Tornillo

Neste quadro, faremos o confronto entre álbuns que podem ser do mesmo artista ou não. Após as faixas serem confrontadas, nós nomearemos “vencedor” o disco que somar maior pontuação. Os confrontos vão seguir a ordem das faixas nos respectivos registros, salvo se houver duas “baladas” ou músicas de características muito similares que propiciem um confronto mais “justo”.

De antemão, gostaríamos de deixar claro que esse quadro trabalha com a subjetividade e o seu resultado não tenta alcançar uma verdade absoluta e tampouco se aproximar da mesma. Ademais, o quadro tem um fundo de entretenimento, sendo que o mais interessante é debatermos sobre grandes discos que fazem parte das carreiras dos mais diversos artistas.

   

O quadro nesta semana funcionará um pouco diferente. Como estamos na semana especial do Accept, confrontaremos os cinco principais clássicos da era UDO com os cinco discos mais recentes que caracterizam a era Tornillo. Fizemos dessa forma para que a disputa “UDO X Tornillo” fosse mais equilibrada, já que Tornillo não gravou ainda o mesmo número de álbuns gravados por UDO.

Apresentadas as regras, vamos para o primeiro round do nosso duelo de hoje!

PRIMEIRO ROUND:

“Breaker” (1981) X “Blood Of Nations” (2010)

“Breaker”, lançado em 1981, apesar de ser o terceiro álbum do Accept, é considerado por muitos como o real primeiro disco da banda. Inclusive Wolf Hoffmann já declarou que compartilha desse pensamento. O álbum possui grandes momentos e alguns hinos severos como “Burning”, “Son Of A Bitch”, “Starlight” e a faixa título.

“Blood Of Nations”, de 2010, marcou o renascimento do Accept, sendo a porta de entrada para a segunda grande fase da veterana banda de Heavy Metal alemã. “Teutonic Terror”, “Pandemic”, “Blood Of Nations” e “Beat The Bastards” são alguns dos destaques que fizeram nascer o primeiro clássico com Mark Tornillo nos vocais.

Apesar de “Breaker” ser um ótimo disco e ter sido o pontapé inicial do Accept para o estrelato, “Blood Of Nations” leva a melhor, pois, além das canções perfeitas que possui, foi um álbum que surpreendeu a todos e fez renascer uma banda que estava no completo ostracismo. Sendo assim: UDO 0 X 1 TORNILLO.

SEGUNDO ROUND:

“Restless And Wild” (1982) X “Stalingrad: Brothers In Death” (2012)

Embora “Stalingrad” possua canções fabulosas como a faixa título e a épica “Shadows Soldiers”, as quais possuem solos de guitarra que estão, sem exagero, no Top 10 dos solos já gravados por Wolf Hoffmann, é até covardia querer confrontar qualquer álbum da discografia com “Restless And Wild’. Foi ele que, decididamente, fez o Accept ser a banda de peso que é.

Não tem como haver um confronto minimamente justo contra um álbum que tem nada menos que “Fast As A Shark”, “Restless And Wild”, “Neon Nights”, “Flash Rockin Man” e “Princess Of The Dawn”. Nessa disputa UDO leva a melhor com larga folga. O placar, por enquanto, ficou empatado: UDO 1 X 1 TORNILLO.

TERCEIRO ROUND:

“Balls To The Wall” (1983) X “Blind Rage” (2014):

Esse foi sem dúvida o round mais equilibrado do confronto. Por um lado temos o clássico “Balls To The Wall” com canções como sua faixa título, que é um hino do Accept, “London Leatherboys”, “Head Over Heels”, a fantástica “Turn Me On”, “Losers And Winners” e “Winter Dreams”. No outro temos “Blind Rage” com “Stampede”, que tem mais um daqueles solos memoráveis de Hoffmann, “Dying Breed”, “Dark Side Of My Heart”, “Fall Of The Empire” e “Final Journey”.

Como declarar um vencedor entre essas duas obras primas? Sem dúvida, é algo bem difícil de fazer e o resultado mais justo seria um empate técnico. Mas como é necessário declarar um vencedor, até porque é essa a razão deste quadro. Escolho “Balls To The Wall” pelo simples fato de ser um clássico consagrado e “Blind Rage” ainda estar passando pelo teste do tempo. Temos uma virada no placar e UDO está na frente pela primeira vez: UDO 2 X 1 TORNILLO.

QUARTO ROUND:

”Metal Heart” (1985) X “The Rise Of Chaos” (2017):

Devo introduzir dizendo que mesmo possuindo entre suas faixas canções muito interessantes e que se destacam como “Die By Sword”, “The Rise Of Chaos”, “Koolaid” e “Analog Man”, “The Rise Of Chaos” é considerado por muitos o disco mais fraco dessa nova fase do Accept, e eu estou de acordo. É um bom álbum, muito longe de ser considerado ruim, mas não consegue atingir o nível dos demais que foram gravados por Mark Tornillo.

   

Quanto ao “Metal Heart”, só a canção título já seria o suficiente para declará-lo vencedor desse duelo. Porém, ainda temos, “Midnight Mover”, “Living For Tonite”, “Screaming for a Love-Bite”, “Up To The Limit” e “Teach Us To Survive”. O solo de Wolf em “Metal Heart” intercala “Por Elisa” do músico erudito alemão Ludwig van Beethoven e isso se tornou épico na carreira do Accept. Ponto para UDO mais uma vez, que abre vantagem de 3 x 1.

QUINTO ROUND:

”Russian Roulette” (1986) X “Too Mean To Die” (2021)


Apesar de “Russian Roulette” ser um excelente disco, é inegável que o Accept dava sinais de que cairia de produção, o que é até normal, levando em consideração a vida intensa de turnês e compromissos que a banda viveu naquela época. Podemos afirmar sem medo que esse álbum foi o último suspiro da primeira era de ouro dos alemães.

Agora, falando do mais recente disco da banda, “Too Mean To Die”, lançado oficialmente há poucos dias, posso dizer que muitos não esperavam um disco tão forte e certeiro. A leve esfriada apresentada em “The Rise Of Chaos” não trouxe boas expectativas para esse full lenght, mas o resultado foi surpreendente. “Zombie Apocalypse”, “Too Mean To Die”, ”Overnight Sensation”, “The Undertaker”, “Symphony Of Pain”, que voltou a intercalar Beethoven em seu solo, a super balada “The Best Is Yet To Come”, que lembra aquelas cantadas por Peter Baltes nos primórdios da banda, e o tema instrumental “Samson And Delilah”, fazem de “Too Mean To Die” uma espécie de segundo recomeço para a banda. Apesar de ser o primeiro álbum sem Peter Baltes no baixo, foi o primeiro a contar com três guitarristas e, sim, o trabalho das três guitarras ficou sensacional. Vitória para o novo álbum!

Placar final – UDO 3 X 2 TORNILLO

Antes de qualquer coisa, devemos considerar que jamais podemos dizer que Tornillo sai com uma derrota real nessa disputa. Em um combate onde você perde por apenas 1 ponto de diferença e esse ponto foi considerado pelo julgador como um “empate técnico”, não dá para reclamar. Também é importante dizer que o confronto que decidiu o jogo foi de um disco recente contra um disco já clássico e reconhecido. É justo dizer que o resultado pode não refletir a realidade nua e crua? Acredito que sim. A fase clássica com UDO nos vocais vence por milésimos, mas Tornillo caminha a passos largos para ser o frontman definitivo do Accept em todos os tempos. A sequencia atual de belíssimos álbuns evidencia esta tendência. Qual a opinião de vocês? Espero que tenham gostado! Redigido por Cristiano Ruiz com os palpites intrometidos de Fabio Reis

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