A ascensão teatral do Hard Rock satânico sueco
Desde sua formação em 2006, a banda sueca Ghost se consolidou como uma das forças mais singulares do Hard Rock, Occult Rock e Heavy Metal moderno. Sob a liderança do enigmático Tobias Forge, o Ghost conquistou o mundo com uma mistura explosiva de riffs poderosos, letras provocativas e uma identidade visual inconfundível. A figura satânica encarnada pelo frontman nos diversos Papas Emeritus trouxe um clima de mistério que permeou as diferentes fases da banda. Combinando teatralidade e musicalidade, Ghost soube chamar a atenção tanto por seu som quanto por seu conceito visual, despertando admiração e controvérsia em igual medida.
A discografia do grupo é uma verdadeira jornada sonora. O álbum de estreia, “Opus Eponymous” (2010), trouxe à tona o estilo retro e ocultista com faixas como “Ritual” e “Elizabeth”. Em seguida, “Infestissumam” (2013) elevou a produção e o alcance, com músicas como “Year Zero” e “Secular Haze”, consolidando o culto de fãs ao redor do mundo.
Com “Meliora” (2015), muitos críticos consideram que a banda atingiu seu auge artístico. O disco inclui o hino “Cirice”, que rendeu à banda o Grammy de Melhor Performance de Metal. O sucesso continuou com “Prequelle” (2018), cujo enfoque lírico na peste negra trouxe faixas como “Rats” e “Dance Macabre”. Em “Impera” (2022), expandiu-se ainda mais os limites com um som mais acessível e refrões grandiosos, como em “Spillways” e “Call Me Little Sunshine”. E o mesmo ocorrendo no mais novo álbum “Skeletá” (2025), onde canções do nível de “Satanized” e “Lachryma” parecem ter caído no gosto dos fãs.
As polêmicas do Ghost
Apesar do sucesso estrondoso, Ghost nunca esteve longe das polêmicas. A estética satânica, os símbolos invertidos e as performances com elementos anticristãos renderam à banda diversas críticas de grupos religiosos e conservadores. Contudo, Forge sempre deixou claro que, mais do que uma provocação gratuita, o projeto busca explorar a religião como fenômeno de poder, manipulação e espetáculo — temas recorrentes em suas letras. Essa abordagem, ao mesmo tempo crítica e artística, fez com que o Ghost se tornasse um símbolo de transgressão inteligente dentro do Rock contemporâneo.
O cérebro por trás dessa máquina é Tobias Forge, que por anos escondeu a identidade atrás dos Papas Emeritus e, mais tarde, do Cardinal Copia. Seu talento vai além do palco: Forge é o principal compositor e idealizador do conceito da banda, o que inegavelmente transforma cada álbum em um verdadeiro capítulo de uma ópera satânica moderna. Com figurinos meticulosamente pensados, troca de “Papas” a cada era e shows que mais parecem rituais, o Ghost elevou o Rock teatral a um novo patamar.
Com uma carreira que mistura genialidade musical, crítica social e encenação dramática, a banda se destaca como um dos nomes mais importantes do gênero do século XXI. Agora com uma discografia sólida e impactante, é hora de pensarmos sobre quais os melhores trabalhos lançados pelo Ghost.
Ghost: Do Pior ao Melhor!
O canal Além do Metal Clássico nomeou todos os discos do grupo “Do Pior ao Melhor”, e o apresentador Carlos Chaves tem opiniões contundentes sobre cada um deles.
As escolhas não são tão obvias assim, mas confesso que gostei muito da ordem escolhida. Para você, amigo leitor, qual fase foi a mais inspirada? E qual Papa Emeritus reinou com mais poder? Assista ao vídeo abaixo e tire suas próprias conclusões:
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