Atenção: artigo não é recomendado para pessoas que sofrem de DIABETES.
Sabemos que o Hard Rock tomou força na metade dos anos 80 e início dos anos 90, inclusive, invadindo a MTV. Sendo assim, algumas bandas se projetaram através de seus videoclipes tocados à exaustão em programas de grande repercussão da emissora.
Porém, a quantidade exacerbada de bandas aliado ao fraco trabalho de divulgação de algumas gravadoras que simplesmente desprezaram aqueles nomes que não eram suas “galinhas dos ovos de ouro”, fez com que muitos grupos simplesmente desistissem de tentar o estrelato. Mesmo lançando discos excepcionais e, em alguns casos, superiores às “queridinhas”, inúmeros grupos simplesmente não conseguiram integrar o alto escalão do sucesso.
Luz, câmera e… laquê!?
Além dos videoclipes cheios de cores extravagantes, bem como as caras e bocas de seus integrantes (normal para época), bandas como Bon Jovi, Poison, Cinderella, Tesla, Whitesnake, Danger Danger, White Lion, Slaughter, Motley Crue, Winger, Guns ‘n Roses, Skid Row, Firehouse, Warrant, Dokken, assim como Ratt e etc, explodiram mundialmente vendendo milhares de cópias de seus respectivos álbuns, consolidando seus nomes em definitivo nas páginas dos livros de história do Hard Rock.
Uma das características dos trabalhos lançados na época era a adição de uma ou duas “baladas”. E em muitas eram justamente estas músicas que se tornavam os “carros chefe” e, ao mesmo tempo, o cartão de visitas da banda. O sucesso estrondoso destas canções fizeram com que inúmeros grupos explodissem. Ás vezes, aliando-se ao fator “sorte”, tais músicas integravam campanhas publicitárias, trilhas de filmes ou, aqui no Brasil, trilhas de novela.
Cá pra nós, certamente uma forma funcional de nos apresentar um pouco sobre a banda. E vale ressaltar que muitas vezes esses grupos sequer tinham gravado um álbum ou simplesmente o disco nem tinha chegado aqui no Brasil. Mas afinal, será que as baladas que ainda tocam intensamente nas rádios e que se tornaram clássicas no decorrer dos anos fazem jus à fama? A resposta é: Sim!
As baladas injustiçadas
Ao observar (e ouvir) atentamente alguns discos, é possível dar de cara com músicas belíssimas que tinham a obrigação de fazer sucesso. Estamos falando de músicas que poderiam ter elevado o número de vendas e inegavelmente incluído o grupo na lista de nomes do primeiro escalão. Entretanto, é preciso lembrar que algumas canções incríveis, com melodias daquelas que atingem o coração tal qual uma flecha, sabe-se lá porquê, não fizeram sucesso. Em alguns casos, algumas das referidas canções atualmente ainda são ilustres desconhecidas do grande público.
Para reparar tal injustiça, resolvemos provar que aqueles que ficaram de fora da “sala da fama”, também deveriam constar numa lista de “clássicos absolutos” e ter suas canções cantadas em uníssono por fãs do estilo, assim como aconteceu com Scorpions, Foreigner, Def Leppard, Aerosmith, Extreme, Whitesnake, Van Halen e outros.
Vem comigo!
10 – Giant – “I’ll See You In My Dreams”
Lançado em 1989, “Last Of The Runaways” é o álbum de estreia do Giant, quarteto americano de Hard/Melodic Hard Rock.
Apresentando 11 faixas inéditas, o disco traz a belíssima “I’ll See You In My Dreams”, canção que apresenta os elementos necessários e obrigatórios de uma balada, e que poderia ter sido um dos grandes clássicos românticos da banda.
9 -Worral – “Catch Me”
Lançado em 1991, o autointitulado “Worrall”, é o único álbum lançado pelos canadenses, banda que assim como o Giant, apresentava todos os elementos necessários do Hard/Melodic Hard Rock.
Contendo 11 faixas inéditas, o momento “In Love” do disco, fica por conta da belíssima “Catch Me”, música que poderia ter se transformado em um grande clássico romântico do quarteto.
8 – Harem Scarem – “Slowly Slipping Away”
Também em 1991, os canadenses do Harem Scarem lançavam “Harem Scarem”, seu autointitulado álbum de estreia e um dos melhores trabalhos do grupo.
Contendo 10 faixas inéditas, o álbum apresenta a incrível “Slowly Slipping Away”, uma poderosa power ballad e um dos grandes momentos do disco.
7 – 220 Volt – “Love Is All You Need”
Após três ótimos trabalhos editados entre 1983 e 1985, os suecos do 220 Volt lançaram o não menos excelente “Eye To Eye”, quarto e excelente trabalho da carreira em 1988.
Contendo 10 faixas inéditas, o disco traz a estupenda “Love Is All You Need”, uma das melhores faixas e também um dos melhores momentos da banda.
6 – Stan Bush – “Never Ending Love”
Após dois ótimos trabalhos editados em 1983 e 1987, respectivamente, o americano Stan Bush, vocalista e guitarrista da banda que leva seu nome lançou “Every Beat Of My Heart”, terceiro álbum da carreira.
Contendo 10 faixas inéditas calcadas no Hard/Melodic Hard Rock, o disco tem como destaque “Never Ending Love”, belíssima composição, e uma das mais belas canções gravadas pela banda.
Situando a sonoridade presente no disco, é possível encontrar referências e influências de nomes como Bryan Adams, Toto, Foreigner, Bad English, Harem Scarem, Survivor, Whitesnake, assim como House Of Lords e outras.
Em breve traremos a segunda parte. Enquanto isso, use o espaço destinado aos comentários para dar sua opinião sobre estar composições.