Alex Lifeson, guitarrista do Rush e Envy Of None, falou sobre a era dos guitarristas de redes sociais, como Instagram e Youtube e, questionou se de fato há algum propósito nisso, ou se trata apenas de exibicionismo pura e simplesmente.
Em uma nova entrevista com o Prog Report, ele disse:
“Mesmo no final do Rush, eu fiz muito menos solos. Eu adoro fazê-los, mas se eu não sentir que eles têm uma posição realmente pretendida na música. A menos que você esteja fazendo algo para a música, é meio ‘fofinho’. É só uma forma de se exibir. E tudo bem, mas você pode entrar no Instagram e ver milhares de guitarristas incríveis que tocam como loucos. Mas há alma nisso? Há algum propósito nisso além de ser apenas chamativo?”
Alex citou uma música do Envy Of None chamada “The Story”, como exemplo. Ela faz parte do último álbum “Stygian Wavz”:
“Com ‘The Story’, saímos daquele lugar por algo, e imaginamos, provavelmente um solo. Mas quando a parte que vem logo depois, quando começou a ser construída, a ser rastreada, tornou-se a parte mais importante da música para mim. Então, o propósito do solo tinha que ser conduzir a isso, e um solo ascendente que chega a um crescendo, e então entra aquela parte, onde você leva o ponto da música para casa, é realmente do que se trata.
Então, o solo serve apenas para preparar Maiah [Wynne] para entregar aquele último verso e aquele riffzinho característico que entra naquela parte. Esse é o ponto alto da música para mim. Então, é só chegar lá e como alcançá-lo. E eu trato todos os solos do disco assim, e na verdade existem mais.”
Segundo Lifeson, ter feito mais solos no segundo disco pode ter despertado nele um desejo maior de fazer solos com mais frequência:
“Fiquei surpreso ao ouvir mais solos do que eu pensava ter colocado no disco. Mas gostei muito, e isso me fez pensar em fazer isso de novo. Acho que sou diferente na forma como crio solos, como os componho. Então, por que não? Acho que esse é um ponto forte que eu deveria ter mais consciência.”