Resenha: Phantom Menace – “Phantom Menace” (2026)

Tem momentos na vida de quem ama música que simplesmente não se repetem… ou pelo menos a gente acha que não. Aquela sensação lá dos 14, 15, 16 anos — de descobrir uma banda nova e se apaixonar instantaneamente, de querer sair contando pra alguém, de sentir que encontrou algo especial — é rara. Mas, às vezes, ela volta. E foi exatamente isso que aconteceu comigo agora, aos 53 anos, ao conhecer a banda Phantom Menace.
Formada em 2024, diretamente de Roma, na Itália, a banda chega ao seu primeiro álbum completo no dia 5 de abril de 2026, com um trabalho autointitulado — Phantom Menace. Um disco com 10 faixas que, já na primeira audição, entrega algo que muitas bandas levam anos para conseguir: identidade, qualidade e emoção.
Um início que demonstra força
O álbum se inicia com “Prelude To…”, uma introdução que funciona como um verdadeiro prenúncio — uma preparação atmosférica para o que vem a seguir. E o que vem é “Genocidal Craze”, uma faixa que já mostra força logo de cara. Aqui temos mais peso, mais velocidade, bateria pulsante, guitarras afiadas e um vocal limpo e extremamente agradável. Apesar disso, já fica claro: não estamos diante de uma banda de Heavy Metal tradicional. A proposta é outra.
Na sequência, a faixa-título “Phantom Menace” mantém a energia, ainda com velocidade, mas reduzindo um pouco o peso e abrindo caminho para uma transição importante no disco. Essa mudança acontece com “Sanity”, uma quase balada, carregada de melodia e sensibilidade. É aqui que o vocalista Alessandro Benedette começa a chamar atenção de forma mais evidente, com um timbre que remete ao de James LaBrie, embora a semelhança fique apenas nesse aspecto — musicalmente, a banda segue outro caminho, longe do Prog Metal.
A quinta faixa, “Maniac”, retoma um pouco mais de peso, mas sempre com aquele equilíbrio muito bem construído entre os instrumentos. Tudo encaixa com precisão: guitarras, baixo, bateria e voz trabalham juntos com uma naturalidade que impressiona, principalmente se considerarmos que este é um álbum de estreia.

Sonoridade pura e orgânica
Em “My Everything”, a banda volta à calmaria. É uma música mais suave, quase contemplativa, que ajuda a definir ainda mais a essência do grupo: um Hard Rock melódico, com forte preocupação estética e emocional. Esse padrão vai se consolidando ao longo do álbum.
Na sétima faixa, “Maniacallck”, a banda abraça de vez o lado mais Rock And Roll. Aqui fica cristalino: o Phantom Menace não é Heavy Metal — é um Hard Rock com alma, com fortes influências dos anos 70 e 80, mas sem cair no Glam Metal. É um som mais puro, mais orgânico.
Logo depois, “Until My Heart Beats No More” traz novamente a suavidade. Uma música calma, com nuances emocionais e mudanças internas interessantes, que mostram maturidade na composição. Mais uma vez, o vocal lembra James LaBrie, mas sem soar como cópia — é mais uma referência do que uma influência direta.
A reta final começa com “Judgment Day”, que retoma a pegada Hard Rock mais energética, ainda que sem ultrapassar essa fronteira para o Metal. E o álbum se encerra com “Annelise”, uma balada curta, com pouco mais de dois minutos, mas extremamente eficiente em fechar o disco dentro da proposta da banda: melodia, sentimento e bom gosto.

Um dos melhores do ano
O que o Phantom Menace entrega aqui é impressionante. Um álbum de estreia coeso, com identidade clara, variação de dinâmicas e um cuidado evidente na construção de cada faixa. Não é uma banda que aposta apenas no peso — pelo contrário, aposta na música como um todo.
E talvez o mais importante: é uma banda que reacende aquela chama. Aquela sensação antiga de descobrir algo especial.
Sem exagero, Phantom Menace já se coloca como um forte candidato a entrar na minha lista dos melhores álbuns de 2026 — especialmente dentro do Hard Rock.
Se você acredita que ainda é possível se surpreender com música nova… essa banda é pra você!
Integrantes:
- Alessio Nardini (baixo)
- Nick Olasio (bateria)
- Lorenzo Strada (guitarra)
- Alessandro Benedetti (guitarra e vocal)
Faixas:
- 01 Prelude to…
- 02 Genocidal Craze
- 03 Phantom Menace
- 04 Sanity
- 05 Maniac
- 06 My Everything
- 07 Maniacallack
- 08 Until My Heart Beats No More
- 09 Judgement Day
- 10 Annelise