Bruce Dickinson está finalizando os últimos detalhes do novo álbum solo

O novo álbum solo de Bruce Dickinson começa a ganhar contornos mais claros à medida que o vocalista entra na reta final do processo criativo. Enquanto ajusta as últimas linhas de voz em um estúdio lendário na Califórnia, o cantor do Iron Maiden também desperta atenção de colegas da cena, que já tiveram a chance de ouvir parte do material e não economizaram elogios.
A atualização mais empolgante veio por meio de Jeff Scott Soto, que acompanhou de perto um momento decisivo das gravações. Ao visitar o Studio 606, estúdio pertencente a Dave Grohl, Soto presenciou Bruce Dickinson finalizando vocais e ainda ouviu algumas faixas inéditas. Segundo ele, a experiência reforçou a impressão de que o cantor vive uma de suas melhores fases fora do universo do Iron Maiden.
Um álbum que nasce do entrosamento da banda
Em entrevistas recentes, Bruce Dickinson explicou que o novo disco, sucessor de The Mandrake Project, ainda não tem lançamento previsto antes de 2027. Diferente do trabalho anterior, o vocalista optou por um processo mais orgânico. Em vez de compilar gravações de épocas distintas, como ocorreu no último álbum, ele decidiu registrar o novo material ao vivo em estúdio. A busca é por uma identidade sonora mais coesa e direta.
Essa mudança também reflete o momento da banda que o acompanha. Bruce Dickinson destacou que o grupo entrou no estúdio para transformar demos iniciais, antes baseadas em programações, em versões completas com todos os músicos tocando juntos. Para ele, essa dinâmica elevou as composições a outro patamar e fortaleceu a química entre os integrantes.
Ao falar sobre o conceito, o cantor fez questão de esclarecer que o novo álbum não seguirá exatamente o mesmo caminho narrativo de The Mandrake Project. Embora aquele trabalho tivesse uma ligação estética e visual com uma história em quadrinhos, o foco agora recai sobre canções que funcionem de forma independente. Mesmo assim, ele revelou que já existem 18 músicas em estágio de demo, das quais cerca de dez despontam como escolhas praticamente certas para o repertório final.

Peso, emoção e liberdade criativa
Musicalmente, Bruce Dickinson promete um disco diverso. Em entrevistas à imprensa especializada, ele descreveu faixas “esmagadoramente pesadas” convivendo com momentos mais íntimos e emocionais. Para o vocalista, o estilo de cada música certamente surge naturalmente, seja ela elétrica, agressiva ou acústica, sempre respeitando a história que a canção pede para contar.
Esse entusiasmo também se estendeu ao círculo profissional do cantor. Ao apresentar as demos a representantes da gravadora, Bruce Dickinson percebeu reações imediatas e positivas, o que reforçou sua confiança no material. Assim, ele afirma estar genuinamente empolgado com o que está criando e vê o álbum como um passo importante em sua trajetória solo.
Um dos trabalhos mais fortes fora do Iron Maiden
A empolgação não ficou restrita ao próprio artista. Jeff Scott Soto, ao comentar o que ouviu, ressaltou não apenas a forma vocal impressionante de Bruce Dickinson, mas também a força das composições e a vibração geral do álbum. Para Soto, o novo trabalho tem potencial para se tornar um dos lançamentos mais sólidos da carreira solo do cantor.
A seguir, confira a declaração completa de Jeff Scott Soto:
“Como posso ser tão sortudo? Fui dizer olá ao meu querido amigo Mistheria, com quem trabalhei no Vivaldi Metal Project e que, claro, faz parte dos projetos solo de Bruce Dickinson atualmente.
Cheguei ao estúdio do Dave Grohl exatamente quando Bruce estava fazendo alguns vocais finais para o novo álbum. Ele terminou, saiu para conversar um pouco e depois perguntou se eu queria ouvir algumas das músicas… hã, SIM!
Preciso dizer que, além do fato de ele ainda cantar no auge da sua forma, as músicas, as performances e a vibração geral de tudo o que ouvi foram mais do que impressionantes. Acho que este trabalho será um dos mais fortes que ele já fez fora do universo do Iron Maiden.
Para completar, ainda pude experimentar um protótipo de uma nova cerveja Trooper, desta vez uma IPA. Normalmente não sou fã de IPA, mas essa estava realmente muito boa. Ainda não foi lançada, então me sinto bem sortudo por ter provado antes do resto do mundo, haha.”