Iron Maiden: “Bruce é incomum. O que provavelmente é o que o torna tão bom”, diz Steve Harris

Iron Maiden: "Bruce é incomum. O que provavelmente é o que o torna tão bom", diz Steve Harris
(Image credit: Steve Rapport/Getty Images)

Steve Harris, o chefe do Iron Maiden, contou que ficou meio reticente quanto Bruce Dickinson voltar ao grupo. A declaração surgiu em uma nova entrevista publicada pelo Music Radar.

Segundo Harris, mesmo sabendo hoje que a volta do Bruce foi a coisa mais acertada, naquela altura, ele não tinha tanta certeza assim. No fim das contas, a reunião acabou dando um gás absurdo na criatividade do Iron Maiden, mesmo com todas as dúvidas que rondavam o momento:

“Quando Bruce voltou, foi maravilhoso até certo ponto. Mas eu não tinha 100% de certeza dos motivos. Então pensei: ‘Bem, vamos ver’. E foi ótimo. Fizemos uma turnê incrível e, a partir daí, tudo correu bem. Tem sido ótimo desde então. Mas, para ser sincero, na época eu não tinha certeza.”

Steve admite que, no final, acabou conseguindo lidar com tudo isso muito por conta da maturidade da banda e da compreensão entre seus integrantes:

“Você precisa deixar as coisas de lado. Acho que quanto mais velho você fica, mais fácil é lidar com isso, no sentido de que você simplesmente engole o choro e segue em frente. Você não deixa as coisas se arrastarem como poderiam ter acontecido alguns anos atrás.”

Steve Harris também falou sobre como é trabalhar em um grupo cheio de temperamentos fortes. Ele lembrou que a personalidade intensa de Bruce Dickinson no microfone e fora dele e acabou virando peça-chave pra banda chegar onde chegou:

“É difícil conviver com pessoas de qualquer forma. Quer dizer, com todo mundo é. Então você só precisa descobrir o que funciona para todos. E acho que em uma banda, você aprende quando deixar as pessoas em paz. Bruce é incomum, digamos assim. O que provavelmente é o que o torna tão bom. Ele tem uma qualidade incomum na voz. Mas é difícil falar sobre outras pessoas e analisar o que elas são ou o que não são.”

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