Deep Purple: “Quando você começar a sair por aí e envergonhar as pessoas então é hora de parar”

Deep Purple: "Quando você começar a sair por aí e envergonhar as pessoas então é hora de parar"
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Durante uma conversa recente no “The Big Breakfast”, apresentado por Jono e Nats na rádio Dubai 92, Ian Gillan — a icônica voz do Deep Purple, respondeu se ele e seus colegas já vislumbram a aposentadoria dos palcos em futuro próximo. Com sessenta anos de carreira, será que eles estão se preparando para esse momento?

“Bem, ninguém realmente pensou muito nisso. Não falamos muito sobre isso. E conforme a vida avança, o fim está mais perto do que o começo, com certeza. Todos nós sabemos disso. Mas, no momento, estamos tirando muita alegria do que estamos fazendo. Acho que a banda se revitalizou desde que Simon [McBride, guitarra] se juntou a nós. E, portanto, estamos olhando para um futuro distante. E você não faz planos a longo prazo se está pensando em parar. Então, veremos o que o futuro nos reserva. Acho que provavelmente a dignidade humana será o fator decisivo. Quando você começar a sair por aí e envergonhar as pessoas com sua incapacidade de fazer o que fez a vida toda, então é hora de parar. Mas até esse momento chegar, estamos indo bem. E a banda está forte, determinada e faminta no momento. Nunca a senti tão unida.”

Em outra entrevista recente com a Uncut, Ian Gillan admitiu que não sabe exatamente até quando o Deep Purple vai conseguir manter essa rotina de turnês. Ele revelou que está com apenas 30% da visão, mas enquanto se sentir bem para subir no palco, ele o fará:

“É uma daquelas coisas. Só tenho 30% da visão. Isso não vai melhorar. Torna a vida misteriosa. A coisa mais difícil é trabalhar no meu laptop. Não consigo ver nada na tela a menos que use minha visão periférica; capto uma linha olhando de lado. Mas a gente dá um jeito. A gente se adapta. Mas é extremamente cansativo. Leva muito tempo para fazer o trabalho.

É hilário esse negócio de envelhecer. É uma risada por minuto. Bem, às vezes sim, às vezes não. Estou andando na rua e ouço alguma coisa cair — clang, mais uma coisa se foi. Nada mudou de verdade, além de eu não conseguir mais saltar com vara. Tirando isso, as coisas se movem um pouco mais devagar. Mas nada mudou.

Acho que se eu perder a energia, vou parar. Não quero ser um constrangimento para ninguém. Não estamos longe disso. Acontece aos poucos — você nem percebe.”

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