Tom Angelripper do Sodom, reflete sobre novas bandas na cena atual: “vocês são apenas uma banda entre mil”

Começar uma carreira na música não é fácil. Muitas vezes, é necessário escolher entre um emprego estável que ajuda no sustento da família todos os meses ou, abrir mão dessa segurança para se dedicar a algo que é uma incónigta no sentido de poder viver da música e quanto tempo isso pode levar. Enquanto isso, as contas continuam chegando todos os meses. Há muitos casos em que músicos não conseguem sobreviver apenas da música e, por isso, realizam atividades renumenadas paralelas para complementar a renda e não desistir dos seus sonhos. O vocalista/baixista do Sodom, Tom Angelripper, refletiu sobre isso em uma nova entrevista à Rock Hard Greece, e ele também deixou o emprego que ajudava nas despesas do lar para conseguir se dedicar à música, o que acabou por provocar conflitos com o seu pai:
“Quando eu tinha 18 anos, sabe, foi nessa época que tive muitos problemas, porque eu queria ser músico. E foi quando eu tinha 16 anos, sabe, que tive problemas na escola por causa da música, problemas com meus pais, principalmente quando larguei meu emprego em uma mina de carvão em 1989. Tive muitos problemas em casa com meu pai.
Ele não queria que eu largasse o emprego na mina de carvão porque me dizia: ‘Você recebe seu dinheiro todo mês. É um emprego seguro’. E eu disse ao meu pai: ‘Não quero um emprego, quero fazer música. Quero passar mais tempo com a minha banda’. Mas aquela era uma época diferente. Tínhamos uma chance. Havia apenas um punhado de bandas que faziam esse tipo de música.”
Tom continua sendo procurado por jovens músicos que sonham em ter uma banda de sucesso, assim como ele. Mas, olhando para trás e analisando os riscos a que se expôs, ele não aconselharia ninguém a seguir a tomar decisões semelhantes as suas quando ele começou na música:
“Às vezes, converso com músicos mais jovens, bandas mais jovens, e eles me perguntam o que fazer para entrar na cena, para me tornar um músico profissional, um astro do rock, seja lá o que for. E eu digo: ‘Não desistam de nada. Não larguem o emprego, a escola, o estúdio, seja lá o que for, porque hoje em dia, surgem tantas bandas todo mês. Hoje em dia, vocês são apenas uma banda entre mil.'”
Outro ponto é que, para ter uma banda de sucesso, você trabalhará muito; é necessário muito esforço, comprometimento, dedicação e uma certa atitude rebelde:
“No começo, quando eu tinha 18 anos, eu disse: ‘Foda-se. Eu quero fazer música. Isso é meu. Essa é a minha vida. É isso que eu quero fazer.’ Eu não me importava. Nunca me importei com o que meus professores diziam, ou meu pai, meus pais. Eu só queria fazer isso. E ainda estou feliz por ainda estarmos vivos, por funcionar.
Para ser um músico profissional, você trabalha todos os dias. É isso que muitas pessoas esquecem: que o sucesso é resultado do trabalho duro de homens.”
O Sodom lançou seu novo álbum “The Arsonist” no último dia 27 de junho via Steamhammer. Lea a nossa resneha aqui.
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