Crypta: “a Nervosa sempre será o meu bebê. Elas estão arrasando”, diz Fernanda Lira

Durante a recente edição do Brutal Assault Festival 2025, no mês de agosto, Fernanda Lira, vocalista/baixista da Crypta, concedeu uma entrevista ao Extreminal Metal TV, e foi perguntada sobre suas influências vocais, e sua paixão pela música que vai desde o metal extremo à música pop. Muitas vezes, Fernanda recebe críticas da ala mais true da comunidade metalhead, por ser fã de Beyoncé, inclusive, sendo chamada de “poser”:
“Acho que minha principal atividade é metal. As pessoas gostam de me chamar de poser porque eu ouço outras coisas. Mas a verdade é que todos nós ouvimos outras coisas — só que nem todo mundo admite, e eu admito porque está tudo bem para mim. Eu realmente não me importo e, gostar desses artistas não me torna menos metalhead. Eu amo metal. Eu ouço metal desde criança. Eu entrevistava bandas de metal quando tinha uns 16 anos. Então, você sabe, eu ainda sou uma metalhead. Mas o que eu gosto nesses artistas é que eu sempre gostei de cantores. Como eu disse, sou fã de vocal limpo. Então, ao mesmo tempo, sou influenciada por Michael Kiske, Geoff Tate, André Matos e, como muitos artistas, também aprendo com muito com cantoras como Etta James, Aretha Franklin, Nina Simone, Amy Winehouse e Beyoncé. Então, acho que principalmente para mim, é só que aprendo muito com essas técnicas diferentes. Isso me faz ampliar um pouco mais meu conhecimento sobre música, e também porque eu gosto. Acho que temos que ouvir o que quer nos faça sentir bem. E, às vezes você não precisa — não precisa, se fizer isso, não deve ser um problema, então tem dias que eu vou ficar ouvindo Gorguts, e no outro dia eu poderia estar ouvindo Amy e ainda assim, ainda sou uma metalhead.”
Fernanda também falou sobre seu relacionamento com sua ex-banda, a Nervosa, liderada por Prika Amaral. Quando indagada se há algum ressentimento ou animosidade entre a Crypta e a sua ex-banda, Fernanda Lira respondeu:
“Não há ressentimento algum. Já tocamos com elas algumas vezes. Tocamos no 70.000Tons of Metal, e outros. Então você não pode estar brigando na mesma cena metal. Não seria saudável. São apenas algumas mulheres tocando. Se brigarmos umas com as outras, vai parecer que não é produtivo. Então eu acho que o que aconteceu foi que com o tempo nosso relacionamento se desgastou, sabe, começamos a nos afastar uma da outra. Não éramos mais amigas. E foi difícil compor novas músicas porque não estávamos mais na mesma vibe. E isso acontece, sabe? como em qualquer relacionamento, como em casamentos, amizades e relacionamentos profissionais, e uma banda não é uma banda, é um relacionamento muito intenso, como qualquer outro. Então apenas não estava funcionando. Não somos mais próximas. E então eu decidi, porque essa decisão veio de mim. Decidi que seria o melhor para mim e depois Luana pensou o mesmo e eu pensei que seria o melhor para a nervosa, que também é meu bebê. A Nervosa sempre será o meu bebê. É a tatuagem dela [mostrando a tattoo no pulso]. Pensei que para o bem da banda que ajudei a criar, que o melhor seria eu sair, para que pudéssemos seguir caminhos diferentes que seriam mais proveitosos para nós. O resultado está aí, elas ainda estão arrasando. Estamos arrasando por aqui. Mais mulheres tendo a oportunidade de tocar em grandes palcos.”