Sean Lennon: “Alguém está tentando nos radicalizar. Quem realmente se beneficia com a gente brigando?”

Sean Lennon: "Alguém está tentando nos radicalizar. Quem realmente se beneficia com a gente brigando?"
(Image: Getty)

Sean Ono Lennon, filho de John Lennon (The Beatles), se manifestou sobre o assassinato do influenciador conservador, Charlie Kirk, morto aos 31 anos, durante uma palestra no campus da Universidade de Utah Valley, na última quarta-feira (10). As imagens rodaram o mundo e causaram consternação e revolta.

Na manhã dessa sexta-feira (12), a polícia prendeu um jovem de 22 anos chamado Tyler Robinson, que teria confessado o crime. O governador de Utah, Spencer Cox, revelou em uma coletiva do FBI (a polícia federal americana) que o pai de Robinson procurou um amigo, que então contatou um xerife com informações de que o suspeito havia confessado o assassinato de Kirk.

De acordo com as autoridades dos EUA, as balas encontradas com a arma provavelmente usada por Robinson tinham referências ao movimento Antifa – ou antifascista.

Veja a declaração de Sean Lennon:

“Alguém está tentando nos radicalizar. E sim, eles estão tentando radicalizar os dois lados, um contra o outro. E está funcionando. E não parece haver outra maneira de impedir isso a não ser desligar o celular e a TV (se você ainda tiver uma) e sair para conversar com pessoas de carne e osso.

Eles continuam nos alimentando com as versões mais horríveis uns dos outros. Os algoritmos, sim. Mas quem faz os algoritmos? Quem REALMENTE se beneficia com a gente brigando?

Se você deixar os algoritmos convencê-lo de que o outro lado é mau, então você foi manipulado psicologicamente.

Sim, existem pessoas más, mas a maioria não é. Estamos nos deixando definir pelos piores exemplos extremos. É isso que continuam nos mostrando em todos os canais de notícias e em todos os feeds de mídia social. O pior do pior. Tudo é projetado para nos incitar à raiva e à autodestruição. Não sei exatamente por quê — poderia ser tão simples quanto dividir para conquistar. Provavelmente é.

Não engula a operação psicológica.”

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