Epica: “É tudo dividido igualmente entre os membros da banda. Todos recebem o mesmo”, diz Mark Jansen

Mark Jansen, guitarrista do Epica, concedeu uma nova entrevista ao Café Rock do Panamá e falou sobre o processo de composição do novo álbum da banda, “Aspiral”, lançado no último dia 11 de abril pela Nuclear Blast Records.
Mark foi perguntado se o processo de compor as músicas do 9° álbum durante uma série de encontros em formato de acampamentos ao lado dos colegas de grupo e do produtor, mudou a forma como eles criam e se relacionam enquanto banda:
“Sim, definitivamente, porque costumávamos trabalhar mais por conta própria, criando músicas em nossos próprios estúdios caseiros, e agora, em um estágio muito mais inicial, nos sentamos juntos, trabalhamos nas faixas uns dos outros e, dessa forma, criamos um vínculo maior e tudo fica mais pessoal. E também a forma como gravamos no estúdio, já tínhamos esses acampamentos de composição onde trabalhávamos juntos, mas também no estúdio gravamos bateria, baixo e guitarra em um ambiente ao vivo. Então, não gravamos cada instrumento separadamente, como costumávamos fazer, mas sim como se fosse ao vivo. E é por isso que você também sente essa vibe ao vivo no álbum. Isso também é muito legal. Isso nos torna mais unidos como banda e também, como já nos conhecemos muito bem, passamos a nos conhecer ainda melhor.”
A arte de capa do novo disco não inclui o título enem o nome da banda. O guitarrista falou sobre o porquê eles preferiram deixar a arte falar por si mesma no novo material:
“Sim, há várias razões, e uma delas é que as letras tratam da destruição do ego. E, de certa forma, já trabalhamos assim como banda, quando trabalhamos na música e não há ego algum, apenas deixamos a música falar e fazer seu trabalho. E então não importa quem vem com qual ideia. É apenas uma ideia do Epica, em vez de uma ideia individual. Dessa forma, todo o ego já desaparece. E também a forma como dividimos os direitos, é tudo dividido igualmente entre os membros da banda. Assim, ninguém ganha muito por ter escrito muitas músicas e outro não ganha nada. Todos recebem o mesmo. E então pensamos também na capa do álbum, deixamos o nome de fora, porque o nome grande nas capas dos álbuns geralmente também está relacionado à questão do ego. E isso se encaixou bem na história de deixar todo o ego de fora, deixar a arte falar por si mesma. E para ter uma solução intermediária, ainda temos plástico com um adesivo para que as pessoas nas lojas ainda vejam qual é a banda, porque as gravadoras ainda querem vender álbuns, é claro. Então tivemos que criar uma solução intermediária. Mas então, quando as pessoas estão em casa, elas têm o álbum em si e apenas a capa. E, sim, funciona muito bem assim.”
Em seguida, Mark comentou sobre a diversidade musical de “Aspiral”:
“Basicamente, isso acontece porque somos seis músicos com origens diferentes. São cinco músicos e uma cantora, Simone. E quando compomos música, ela também vem de seis origens diferentes. Então, quando começamos a juntar tudo, no final sempre soa como Epica, mas você ainda tem essas origens muito diferentes que podem ser ouvidas na música. É isso que a torna tão diversificada, mas também tão interessante de ouvir, porque é claramente Epica, mas segue em direções muito diferentes.”
Assista a entrevista cimpleta: