Megadeth: “não agradou a todos, mas foi uma oportunidade incrível para mim”, diz Chris Adler sobre “Dystopia”

Megadeth: "não agradou a todos, mas foi uma oportunidade incrível para mim", diz Chris Adler sobre "Dystopia"
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Em uma nova entrevista concedida ao Metal Master Kingdom, o ex-baterista do Lamb Of God, Chris Adler, contou como foi trabalhar com Dave Mustaine no álbum “Dystopia” do Megadeth, lançado em 2016. Chris gravou a bateria no disco além de tocar na maioria dos shows do Megadeth de janeiro à maio de 2016. Desde então, o baterista do Megadeth é o belga Dirk Verbeuren:

“É certamente uma parte muito importante da minha jornada. E foi um momento muito especial porque eu estava em Los Angeles gravando a bateria para ‘[VII:] Sturm Und Drang’ do [LAMB OF GOD] — acho que foi para aquele álbum — e recebi uma ligação de manhã cedo em um quarto de hotel do Dave perguntando… Ele tinha chegado à mesma conclusão… que ‘Não acho que esse lado mais suave das coisas vá funcionar para mim’. Então o que ele me perguntou foi: ‘Ei, Chris. Eu sei que nos conhecemos há alguns anos. Nos demos bem. As pessoas estão me dizendo coisas ainda melhores sobre você agora. Você gostaria de me ajudar a escrever um disco de thrash?’ E então imediatamente eu soube, tipo, ‘Ok.’ Porque eu não gostaria… Quer dizer, eu ficaria muito feliz em entrar numa sala com ele, não importa o que acontecesse, mas definitivamente não estaria interessado em compor, tipo, ‘Super Collider 2’. Se você está me chamando para fazer um disco de thrash e eu posso fazer o que faço, ou talvez não… Eu entendo que há alguns limites no MEGADETH. Sempre será o Dave, e não será esse tipo de coisa rítmica e impactante, como LAMB OF GOD. Vai ser algo meio speed metal. Então, há algumas barreiras aí. Mas, contanto que possamos explorar tudo isso, seria ótimo. E ele me enviou algumas demos. Nós conversamos bastante. E então me mudei para Nashville e fiquei lá por meses. Éramos só eu e o Dave , e basicamente escrevemos a coisa toda, depois trouxemos os outros caras para fazerem suas partes.”

Ele acrescentou:

“Lembro-me de quando eu tinha 14 anos, numa rampa de skate, ouvi-os pela primeira vez e aquilo realmente me fez definir o meu objetivo ou ponto no horizonte de onde eu queria chegar. Foi incrivelmente incrível para mim. Não agradou a todos, mas foi uma oportunidade incrível para mim. Então, sim, aquele disco foi incrivelmente importante porque eu não só estava na banda, mas também tive uma grande participação na composição dele, e só de passar meses com o Dave fora de Nashville, foi uma emoção para mim.”

Veja a entrevista na íntegra:

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