Fui no show do Stryper… mas com a camiseta do Sarcófago!

Photo: Lucas Tavares/ O Globo

Sexta-feira, 1º de agosto de 2025, às 17 horas, eu saía pela porta da minha casa rumo a mais um show de Heavy Metal. Mas seria apenas mais um entre tantos? Não. E eu tinha bons motivos para acreditar nisso.

  • Primeiro, porque seriam três bandas tocando na mesma noite.
  • Segundo, porque todas elas são bandas de Metal cristão.

A grande atração da noite seria a banda americana Stryper, mas, como um brinde especial, também estariam presentes a americana Bride e a sueca Narnia.

Stryper, Bride e Narnia

A Banda Bride surgiu no início da década de 1980, formada pelos irmãos Dale e Troy Thompson em 1983. O primeiro álbum veio apenas em 1986. De lá pra cá, a banda trilhou caminhos diversos, mas sempre com Dale à frente, com sua voz marcante, e Troy comandando as guitarras.

A Banda Narnia, por sua vez, é uma banda sueca fundada em 1996 pelo guitarrista Carl Johan Grimmark e pelo vocalista Christian Liljegren Rivel. Já em 1998 lançaram seu primeiro álbum, “Awakening”, que deu início a uma sequência de ótimos discos dentro do mais puro Power Metal melódico.

A Banda Stryper também nasceu em 1983 e teve seu primeiro lançamento em 1984 — o clássico “The Yellow And Black Attack”. Desde então, a banda tem navegado pelo Hard Rock, Glam Metal e diversos subgêneros do Heavy Metal, sempre mantendo sua identidade com o icônico visual “amarelo e preto”.

Mas voltemos à sexta-feira, 1º de agosto de 2025

As portas do Mister Rock, em Belo Horizonte, se abririam às 18h30. Àquela hora, eu já estava na fila, que dobrava o quarteirão. E foi ali, ainda do lado de fora, que comecei a chamar atenção — não pelo meu rosto, mas pela ousadia da camiseta que escolhi vestir naquela noite.

Não foi uma escolha impensada, pelo contrário: tudo foi calculado. A estampa era da minha banda brasileira favorita de Metal extremo: a poderosa Sarcófago.

Sim, eu estava usando uma camiseta com cruzes invertidas em um evento dedicado ao Metal cristão. Pode parecer uma provocação — e talvez fosse —, mas minha intenção era outra: ser um ponto fora da curva. Ser o Black no meio do White. Queria chamar a atenção, sim, mas com o propósito de dialogar, provocar reflexões e ouvir diferentes pontos de vista dos fãs dessas bandas cristãs.

Meu objetivo era levantar questionamentos como:

  • O Heavy Metal cristão é uma forma de evangelização? Ou seria uma alternativa para quem curte som pesado, mas não se sente à vontade com bandas seculares?
  • Considerando as raízes do Heavy Metal e sua história, a existência do Metal cristão não seria uma contradição?

Essas conversas começaram ainda na fila e continuaram dentro do local do evento, com pessoas dispostas a falar e refletir.

Sobre como foi essa experiência e como se desenrolaram os shows da noite, eu te convido a assistir ao vídeo no canal Além do Metal Clássico, gravado e apresentado por este que vos escreve.

Nos vemos por lá, no Além do Metal Clássico:

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