Ozzy Osbourne: “felizmente eu o conheci em 1999. Ele era um cara legal. O Black Sabbath sempre esteve na ‘lista A'”, diz Andi Deris, vocalista do Helloween

Ozzy Osbourne, padrinho do Heavy Metal, impactou profundamente a cena mundial no último dia 22 de julho, quando o icônico cantor faleceu aos 76 anos. Ozzy morreu 17 dias depois de realizar o último show da formação original do Black Sabbath, e também a sua última apresentação solo. Músicos e bandas de várias partes do mundo prestaram homenagens a Ozzy nas redes e nos palcos. Uma multidão de fãs se reuniu em Birmingham para acompanhar o cortejo fúnebre do Madman.
O vocalista do Helloween, Andi Deris, compartilhou suas memórias sobre Ozzy Osbourne em uma nova entrevista concedida a Ernest Skinner, do Border City Rock Talk, do Canadá. Ele disse:
“Bem, todos nós ficamos tristes. Ele provavelmente foi o ídolo de todos naquela época. O BLACK SABBATH sempre esteve na ‘lista A’.
Lembro-me de antigamente, aos 13, 14 anos, de bater cabeça na discoteca de rock. Naquela época, tínhamos discotecas de rock por toda a Alemanha, e sim, o BLACK SABBATH foi uma parte importante da minha formação musical com o DEEP PURPLE e tudo mais.”
Refletindo sobre a morte de Ozzy, Deris disse que se sente feliz por ter tido a chance de conhecê-lo em 1999, mas ele lembra que já naquela época, Ozzy não estava bem:
“Uma história triste, mas felizmente eu o conheci em 1999, quando tivemos a chance de fazer alguns festivais e shows com o BLACK SABBATH reunido com Ozzy. E ele era um cara legal. Ele sempre me passava pelos bastidores e dizia: ‘Ei, Andi’, e ficava batendo papo.
Mas dava para ver que era um cara legal. Nada demoníaco ou algo do tipo; ele era apenas um cara legal. Mas, naquela época, eu me lembro de ficar muito preocupado com ele, porque eles sempre o carregavam para fora do palco e para dentro. Ele tinha uma tenda, tipo, cinco, seis metros nos bastidores, onde tinha oxigênio e coisas assim. E ele se deitava durante os shows para relaxar um pouco e continuar. Naquela época, em 1999, eu já pensava: ‘Bem, ele não aguenta mais, eu acho, porque ele está, tipo, com a saúde péssima’. Mas ele aguentou mais 25, 26 anos. Então estou feliz.”