Hibria leva filosofia estoica e reflexões sobre a finitude ao novo álbum “On The Shortness Of Life”

O Hibria apresentou no último dia 8 de agosto seu novo álbum de estúdio, “On The Shortness Of Life”. Com oito faixas, o trabalho marca um novo capítulo na trajetória do grupo gaúcho e utiliza ideias do filósofo romano Sêneca como ponto de partida para discutir a relação do ser humano com o tempo, as próprias escolhas e a inevitabilidade da morte.
Produzido por Renato Osorio, o disco já está disponível mundialmente nas plataformas digitais e também ganhou lançamento físico no Japão através da Marquee Avalon. Atualmente, a formação do Hibria conta com Angelo Parisotto nos vocais, Abel Camargo e Velles nas guitarras, Benhur Lima no baixo e William Schuck na bateria.

Sêneca serve como ponto de partida para o novo álbum
O conceito do disco nasceu a partir de “Sobre a Brevidade da Vida”, texto no qual Sêneca questiona a percepção de que a existência humana seria curta demais. Para o filósofo ligado ao Estoicismo, o verdadeiro problema estaria menos na quantidade de tempo disponível e mais na maneira como cada pessoa escolhe utilizá-lo.
É justamente esse conflito que o Hibria transporta para o universo do Heavy Metal. Dessa maneira, ao longo do álbum, a banda aborda situações nas quais medo, rotina, ambição, pressão social e distrações afastam o indivíduo de uma vida conduzida de forma consciente. Em vez de transformar a filosofia em discurso abstrato, o grupo utiliza cada música para observar diferentes etapas desse processo de confronto pessoal.
A abertura, “Undying”, trata da rejeição a uma existência conduzida pela passividade, bem como por caminhos impostos por terceiros. Logo depois, “Fire Away” mergulha em batalhas internas, enquanto “Pulse” volta os olhos para uma sociedade cada vez mais acelerada, cercada por estímulos e presa a comportamentos repetitivos.
Assista ao videoclipe de “Pulse”:
Resistência, identidade e confronto marcam a segunda metade do disco
Na sequência, “Persist” trabalha a resistência como algo que depende de disciplina e constância, enquanto “Melting Alive” aborda a sensação de desaparecer em meio à multidão e perder gradualmente a própria identidade.
Já “Against The Wall”, escolhida anteriormente como um dos singles do trabalho, coloca o indivíduo diante de uma situação extrema, quando fugir ou simplesmente ignorar os próprios conflitos deixa de ser uma alternativa. Depois desse ponto de ruptura, “Animus” direciona a narrativa para a busca por vontade, propósito e controle sobre a própria trajetória.
A conclusão chega com “On The Shortness Of Life”, composição que carrega o nome do álbum e apresenta uma estrutura dividida em cinco partes: “Adiaphora”, “Prohairesis”, “Apatheia”, “Ataraxia” e “Eudaimonia”. Os termos remetem a conceitos presentes na tradição filosófica grega e estoica. Eles também ajudam a organizar o encerramento de um disco construído em torno da pergunta central sobre o que fazemos com o tempo que temos.
Hibria leva o novo trabalho aos palcos
Depois do lançamento, o Hibria inicia uma sequência de apresentações no Brasil e no Japão. Assim, o primeiro compromisso acontece em 20 de setembro, no Opinião, em Porto Alegre.
Em 3 de outubro, a banda toca no Tokio Marine Hall, em São Paulo, em uma noite que também contará com Angra e Storia. Poucas semanas depois, no dia 25, o grupo desembarca em Tóquio para participar do festival Full Metal Japan. A agenda divulgada até o momento ainda inclui uma apresentação em Chapecó, marcada para 5 de novembro, no Centro de Eventos Plínio Arlindo de Nes.
Datas confirmadas:
- 20 de setembro — Opinião — Porto Alegre/RS
Ingressos: https://bileto.sympla.com.br/event/123208 - 3 de outubro — Tokio Marine Hall — São Paulo/SP
Com Angra e Storia - 25 de outubro — Full Metal Japan — Tóquio/Japão
- 5 de novembro — Centro de Eventos Plínio Arlindo de Nes — Chapecó/SC
